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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Meditação do Hermenêutica.com

VERSÍCULO:
Então alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram a Jesus e perguntaram: “Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as
mãos antes de comer!” Respondeu Jesus: “E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês?”
-- Mateus 15:1-3

PENSAMENTO:
Uma das maiores tentações para aqueles que levam a sério a Palavra de Deus é de confundir sua interpretação dela com a própria Escritura. Quanto mais tempo essas interpretações permanecem sem ser questionadas e reavaliadas, mais difícil fica distinguir entre
elas e a própria Palavra. O processo chega ao ponto em que a “posição oficial” substitui a Palavra de Deus. Aí trocamos a voz de Deus pela de homens. É por isso que cada Cristão precisa ter a liberdade de voltar e estudar e questionar as interpretações e “posições” oficiais. É por isso que cada geração precisa dos seus estudiosos e mestres, seus “escribas” que vão pesar e comparar o “velho” e o “novo” (13:52). E às vezes descobrimos que a interpretação que alguns taxam de “nova” nada mais é que a antiga voz de Deus nos chamando do passado encoberto pelas nossas tradições. Tem alguma "posição" que você sempre ouviu, mas nunca realmente fez sentido? Não tenha medo de estudar, analisar e, se for necessário, questionar o que estão ensinando. Mas, faça a Palavra de Deus o árbitro final. Porque, no último dia, as decisões e opiniões de concílios, ministérios e lideranças, seja quem for,
não vão valer. Todos serão julgados pela Palavra de Deus (João12:48). E você também será. Então faça das Escrituras a autoridade final da sua vida. Que Deus lhe ilumine.

Fonte: Hermenêutica.com

Ave Crux, Unica Spes!

Dons Espirituais: Fé - por Mark Driscoll

"Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito;" (1 Cor. 12:8-9 NVI)

O Dom Espiritual de Fé Definido

O dom da fé é a capacidade de prever o que precisa ser feito e confiar em Deus para conseguir fazer ainda que pareça impossível para a maioria das pessoas.

Pessoas com o Dom de Fé

Pessoas com o dom da fé confiam em Deus em situações difíceis e até mesmo impossíveis quando outros estão prontos a entregar os pontos. Estas pessoas são frequentemente visionários que sonham grandes sonhos, oram grandes orações, e tentam grandes coisas para Jesus. Também tendem a ser otimistas, esperançosas, perseverantes, orientadas a mudanças e focadas no futuro. Estas pessoas também tendem a ser muito convincentes quanto à verdade das Escrituras porque elas próprias estão convencidas da verdade e do poder de Deus e da Sua Palavra.

Fé nas Escrituras

Em certo sentido, toda a vida e ministério de Jesus pode ser resumida como uma vida de fé porque ele continua e perfeitamente confiava em Deus, o Pai, em todas as coisas.

A fé também é ilustrada na vida de Paulo (Atos 27:21-25), Estevão, que estava "cheio de fé" ( Atos 6:5), e a mãe de Jesus, Maria, que confiou que Deus lhe daria um filho apesar dela ser virgem (Lucas 1:26-38). Hebreus 11 também enumera um grande número de fiéis que tinham o dom da fé.

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

  • Você vê os obstáculos como oportunidades e confia em Deus para o impossível?
  • Você se pega freqüentemente gloriando-se do poder de Deus e do que O viu fazer?
  • Você se sente motivado por novos ministérios?
  • Sente-se contrariado por alguém que manifesta a opinião de que algo não pode ser feito ou consumado?
  • É comum outros crentes virem até você em busca de esperança quando se defrontam com uma tentação ou tarefa aparentemente esmagadora?
  • Você tem um ministério de oração eficaz, com muitas respostas maravilhosas à orações que eram impossíveis do ponto de vista humano?
Veja também:
Mark Driscoll Dons Espirituais - introdução;
Mark Driscoll Porque Dons Espirituais;
Mark Driscoll Dons Espirituais - Sabedoria;
Mark Driscoll Dons Espirituais - Conhecimento;


Nota do Editor: A publicação desta série não implica em plena concordância do site bomcaminho.com com a opinião do autor. Cremos que o assunto é controverso e não dispomos de abundantes informações nas Escrituras, principalmente a respeito das características peculiares de cada dom citado. A série é publicada aqui para reflexão e avaliação inteligente do leitor. "julgai todas as coisas, retende o que é bom;" (1 Ts 5:21 RA)

Fonte: Extraído do site Resurgence via O Bom Caminho, tradução: Juliano Heyse

Ave Crux, Unica Spes!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Os Titãs se converteram!!!

Me desculpe a brincadeira, fiz só para atrair sua atenção. Mas sinceramente desconfio que os Titãs ou estão assistindo muitos tele-evangelistas em suas tv de lcd, ou estão frequentando algum mega templo neo-pentecostal da moda. Observem a letra da nova música dos caras, que o Pava publicou, e me diga se não se parece com os discursos da prosperidade feitos por muitos "pregadores", apenas com um pouco mais de sinceridade na exigência dos "direitos do crente":

Acima dos homens, a lei
E acima da lei dos homens
A lei de Deus

Acima dos homens, o céu
E acima do céu dos homens
O nome de Deus

E acima da lei de Deus
O dinheiro!

Que mata, salva, compra amor verdadeiro
Que suja, limpa, compra amor por inteiro

Amor verdadeiro
Dinheiro, amor por dinheiro!

Em tempo: um "grande apóstolo" de uma "grande igreja" realizará um seminário com o título: "Direito espiritual de ser próspero – Vencendo as crises!". Como eu disse, direito por direito, os Titãs em sua letra subversivamente ácida e crítica do momento mundial - GANHA EM SINCERIDADE...

música: Amor por Dinheiro, do álbum Sacos Plásticos.

Ave Crux, Unica Spes!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Porque tive fome, e destes-me de comer" - Uma visão de Missão Integral - por Alberto Oliveira

Assistindo o Jornal Hoje, na rede Globo, tive uma grata surpresa em uma reportagem no quadro Cidadania Hoje. Um grupo de pessoas, de todos os níveis sociais que arregaçaram as mangas para fazer algo de útil ao próximo. Veja aqui: Jornal Hoje.

Apesar de não ser falado na reportagem, deu para ver que a iniciativa foi gerada por irmãos da Assembléia de Deus. Fiquei emocionado. Eu e minha esposa tínhamos uma ideia semelhante para aplicar em nossa cidade e queríamos que fosse neste sistema - levar o pão sem esperar uma conversão em troca...

Muito do que é feito pelas igrejas, tem como objetivo o simples proselitismo - e me perdoem, isso não é evangelizar, porque sem amor, diz Paulo em 1Co 13.3, "nada se aproveita". Mas você pergunta: e o evangelismo então? Note na passagem do título do post (Mt 25.35-37) que Jesus dá uma certa ênfase as obras: "Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?".

Sabe o porquê desta ênfase? Porque os salvos não são salvos POR boas obras, mas são salvos PARA as boas obras. Quem está com fome, o comer faz parte da sua salvação. A ênfase é muito grande em salvar almas, mas o Senhor não é um caça-fantasmas, Ele quer tocar e salvar vidas, integralmente. Isso é dar vida em abundância. Isso é um bom testemunho. Deste ato de bondade, pode surgir uma conversa que resultará em um evangelismo. Mas há tempo para tudo, segundo Salomão em Eclesiastes, e no contexto da reportagem, o tempo é de saciar a fome de pessoas ansiosas, envolvidas acompanhando enfermos ou estando elas enfermas. A urgência da evangelização não pode sobrepujar o amor que devemos demonstrar pelas pessoas. Jesus não pregou em Caná da Galiléia, bastou transformar água em vinho...

Um detalhe, atitudes como esta, dignas, de pessoas cristãs (não somente que se dizem cristãs, muitas vezes travestidas de uma piedade morta, ao invés de agentes de vida); não gerariam material para séries como Ó Paí, Ó tirar sarro. Mas a ênfase em dinheiro e outras cositas mas, dá um material incrível. Depois não adianta reclamar dizendo que a Igreja é perseguida.

Por fim, lembre do resto da passagem de Mateus: "Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim." Mateus 25. 40-45.
Exemplo a ser seguido, copiado e divulgado!
A Deus toda a Glória!

Ave Crux, Unica Spes!

Não temas, filho! - Sofonias 3.15-16 - por Alberto M de Oliveira

“O SENHOR afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo.

O Rei de Israel, o SENHOR, está no meio de ti; tu já não verás mal algum. Naquele dia, se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião, não se afrouxem os teus braços. Sf 3.15-16.


Israel já estava sob o domínio da Assíria há cerca de um século antes da mensagem de Sofonias. Josias é o rei de Judá e está no meio de uma reforma, ainda que primitiva, na tentativa de desfazer a apostasia de seu avô Manassés (1), por volta do ano 628 aC, duodécimo ano de seu reinado (2). Esta reforma (tanto física como espiritual) foi possível devido ao enfraquecimento do poder Assírio, desde a morte do imperador Assurbanipal. A reforma espiritual começou, após o início da reforma no templo, quando descoberto o livro da Lei. O enfoque do verso de hoje é sobre o Dia do Senhor, uma profecia escatológica com uma mensagem de esperança ao remanescente de Israel.


Por que não temer? 1 porque “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” – inclusive as coisas ruins (3); 2 porque o Senhor é Soberano sobre todas as coisas; 3 porque temos promessas Suas de um futuro de glória e um presente de auxílio nas dificuldades.


Aplicação: Durante o tempo da glória de Israel, e das lutas conquistando a terra de Canaã, estes viram nações ímpias serem julgadas pelo Senhor. Após a divisão do reino, com a morte de Salomão e a ascensão de Roboão ao trono (4); em Norte e Sul (Israel e Judá, respectivamente), Judá viu a infidelidade de Israel ser castigada. Ainda assim, Judá conseguiu transgredir mais ainda as Leis do Senhor, do que a sua irmã Samaria (5), recebendo como castigo o cativeiro. Com isso não quero dizer que devemos seguir e obedecer ao Senhor por medo. Mas isto afirma que nossa índole é naturalmente inclinada ao pecado (pecamos por sermos pecadores – e não o contrário), devido a Queda no Éden. Mas o Senhor não cansa de nos chamar, e os exemplos são um convite ao arrependimento. O problema dos eventos acima foi à falta de arrependimento. Ou seja, podemos sempre nos arrepender de nossos pecados, e obter o perdão através de Cristo, vendo o exemplo de outras pessoas que pagaram um alto preço por seus erros. Há um ditado que diz que o inteligente aprende com seus próprios erros, mas o sábio aprende com o erro dos outros. Não sei você, mas sábio eu não fui. O meu clamor é que você seja sábio! Que entenda que a soberania de Deus não apaga a responsabilidade de nossas atitudes, ou seja, nossos erros têm perdão, e igualmente têm consequências, mas há tempo para o arrependimento.


A boa notícia é que, caso você não seja sábio, como eu não fui, você ainda pode ser inteligente e aprender no “cativeiro”. Não podemos é endurecer o coração. Se na história de Israel, vemos muitas vezes o Senhor sendo descrito como um guerreiro que ajuda, ataca e destrói Seus inimigos (e de Israel), neste momento a ajuda do Senhor é defensiva, protetora. No verso cinco vemos a figura ameaçadora do Senhor, trazendo luz e julgamento. No verso dezesseis observamos a garantia da presença do Senhor (Jesus, conforme promessa de Mateus 28.20) ao nosso lado, nos encorajando, assim como fez aos que restaram do cativeiro. Não sei como tem sido, ou como está a sua vida, mas posso aconselhar: deixe o Senhor trabalhar em você, não endureça o coração. Segundo Meyer: “Ele (Jesus) transformará nossas tristezas em hinos; expulsará os nossos inimigos e inverterá nosso cativeiro (...). Os que estiverem cheios de tristezas e carregam o fardo de vergonha (...) serão confortados (...). os cativos serão libertos e os dispersos trazidos de volta ao lar (6)”. Talvez a operação de Deus esteja doendo – mas o propósito dela é de nos purificar. Em Sua ternura, Ele se põe ao nosso lado. Não necessitamos entrar em neuroses do porque algo está acontecendo. Se for algo a se consertar com o Senhor, basta se arrepender e mudar de posição. O Senhor faz de tudo para que nos aproximemos do Seu perdão através da cruz. Se parecer que o “cativeiro é de graça”, descanse, pois em tudo há propósitos dEle. Não temamos o passar tribulações, pois para os pecadores arrependidos, o Dia do Senhor é dia de júbilo. Aproveite as oportunidades e lembre-se, se não puder ser sábio – seja ao menos inteligente.


Referências:

(1) Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – AT, Raymond E Brown, Joseph A Fitzmyer e Roland E Murphy (editores) – Academia Cristã e Paulus, p. 523;

(2) 2Crônicas 34.1-7;

(3) Romanos 8.28;

(4) 2Crônicas 10.1-15;

(5) Ezequiel 23.3-11;

(6) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento - F B Meyer – Betânia, p. 446.


Ave Crux, Unica Spes!

Dons Espirituais: Conhecimento - por Mark Driscoll

"Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento;" (1 Cor. 12:8 NVI)

O Dom Espiritual de Conhecimento Definido

A palavra de conhecimento é a capacidade de pesquisar, recordar, e fazer uso efetivo de uma variedade de informações em uma série de diferentes temas.

Pessoas com o Dom de Conhecimento

Essas pessoas gostam de estudar, adoram aprender, e não ficam satisfeitas com um conhecimento superficial dos temas. Eles sentem-se compelidos a realizar estudos aprofundados e compilar as suas conclusões para que outros possam beneficiar-se das suas longas horas de estudo concentrado. Pessoas com este dom espiritual amam a Deus com toda a sua mente (Marcos 12:29-30). E essas pessoas tendem a gostar de notas de rodapé.

Conhecimento no Ministério de Jesus

Durante todo o seu ministério, Jesus freqüentemente citava as Escrituras do Antigo Testamento, de memória, porque tinha se comprometido a ser um estudante fiel das Escrituras. Jesus também repreendeu os estudiosos dos seus dias porque eles estudavam a Bíblia, mas não o amavam, que é o propósito de todo o estudo (Jo 5:39).

O conhecimento é ilustrado nas vidas de Esdras (Esdras 7:10), Salomão (Eclesiastes 1:13; 7:25; 8:9), e Timóteo (2 Timóteo 2:15).

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

  • Você gosta de estudar?
  • Você tem uma boa memória que retém e compila grandes volumes de informação?
  • Outras pessoas freqüentemente chamam a atenção para a sua capacidade de conhecer e entender a Palavra de Deus?
  • As pessoas costumam vir até você com problemas e questões difíceis da Bíblia em busca do seu ponto de vista porque sabem que você tem respostas ou vai procurá-las?
  • Ao estudar a Palavra de Deus você tem percebido que novas perspectivas e o entendimento de temas difíceis são relativamente fáceis para você?
  • Você fica frustrado quando ouve ensino ruim de alguém que não se preparou adequadamente?
Veja também:
Mark Driscoll Dons Espirituais - introdução;
Mark Driscoll Porque Dons Espirituais;
Mrk Driscoll Dons Espirituais - Sabedoria;


Nota do Editor: A publicação desta série não implica em plena concordância do site bomcaminho.com com a opinião do autor. Cremos que o assunto é controverso e não dispomos de abundantes informações nas Escrituras, principalmente a respeito das características peculiares de cada dom citado. A série é publicada aqui para reflexão e avaliação inteligente do leitor. "julgai todas as coisas, retende o que é bom;" (1 Ts 5:21 RA)

Fonte: Extraído do site Resurgence via O Bom Caminho, tradução: Juliano Heyse

Ave Crux, Unica Spes!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pastores de almas, onde estão eles? - por Renato Vargens

O meu amigo Sandro Wagner contou-me que certa feita, o saudoso Rev. Antônio Elias como habitualmente fazia, subira ao púlpito para pregar. No entanto, em vez de abrir a Bíblia e anunciar o Evangelho de Cristo, o saudoso reverendo colocou-se num inquietante silêncio. Depois de alguns instantes, dirigiu-se à congregação pedindo que orassem uns pelos outros. Em meio à oração, o idoso pastor, desceu do púlpito, e foi em direção ao povo a fim de que intercedesse a Deus por algumas pessoas. Passados alguns minutos, o Reverendo lentamente retornou a plataforma com lágrimas nos olhos.

Naquele instante, sem titubeios, o sábio senhor de forma franca e direta disse aos que lá estavam: - "Meus irmãos, eu estou envergonhado, isto porque, não sei o nome de todos vocês."

Caro leitor, ao ouvir esse relato foi-me impossível conter as lágrimas. Como é bom ouvir da história de pastores que não sucumbiram à tentação de tratarem suas ovelhas como números e estatísticas. Que bom é ouvir testemunhos sobre pastores que se preocuparam em relacionar-se intimamente com suas ovelhas.

Infelizmente no país do gospel é comum encontrarmos pseudos-pastores que influenciados pela megalomania que os possui, a muito, deixaram de lado princípios fundamentais ao exercício do ministério.

Sem sombra de dúvidas essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, pastores de gente, pastores segundo o coração de Deus.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo.


Pense nisso!
Pr. Renato Vargens

fonte: blog do
Renato Vargens

Ave Crux, Unica Spes!

Jesus Disse: Lucas 11.29-32 - por Hermenêutica

VERSÍCULO:
Aumentando a multidão, Jesus começou a dizer: “Esta é uma
geração perversa. Ela pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal
lhe será dado, exceto o sinal de Jonas. Pois assim como Jonas foi
um sinal para os ninivitas, o Filho do homem também o será para
esta geração. A rainha do Sul se levantará no juízo com os homens
desta geração e os condenará, pois ela veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão, e agora está aqui quem é maior
do que Salomão. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta
geração e a condenarão; pois eles se arrependeram com a pregação de
Jonas, e agora está aqui quem é maior do que Jonas.”
-- Lucas 11:29-32

PENSAMENTO:
O povo de Nínive e a rainha do Sul não testemunharam grandes
milagres ou prodígios. Eles apenas receberam a pregação da Palavra
de Deus. Segundo Jesus, isso foi o bastante para que eles se
arrependessem e se convertessem. A mesma Palavra devia ser o
suficiente para todos. Mas, não foi naqueles dias, e nem hoje. O
que é que nós esperamos de Deus? Milagres? Curas? Respostas para
todas as nossas perguntas? Deus não nos deve nada disso. É preciso
apenas ouvir Deus falar e confiar na mensagem dEle. O povo de Deus
rejeitou seu Filho enquanto pessoas pagãs, que só adoravam a ídolos
creram na mensagem pregada porque era a verdade e elas a
reconheceram. Será que nós a reconhecemos? Ouça a Jesus. Siga a
ele. Obedeça o que ele disser. Você já tem tudo que precisa. Você
já tem a Verdade em pessoa. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo
e a palavra que O anuncia.

fonte: Hermenêutica.com

Ave Crux, Unica Spes!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Não temas, filho! Deuteronômio 20.1 - por Alberto Oliveira

“Quando saíres à peleja contra os teus inimigos e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, não os temerás; pois o SENHOR, teu Deus,

que te fez sair da terra do Egito, está contigo. Dt 20.1.


Relembrando as Leis e os mandamentos ao povo Hebreu, Moisés também os exorta, ensina e encoraja, antes que estes entrem na Terra Prometida. Os ouvintes de Moisés são a segunda geração do deserto, os filhos do povo que saiu do Egito, alguns são netos e poucos estavam presentes ao recebimento da Lei e, se estavam, eram bebês. A tradição oral era o método de ensino, e foi até a Igreja Primitiva. Era necessário ensinar e advertir esta nova geração para que, os erros do passado não fossem repetidos.


Por que não temer? 1 porque o Senhor nos deu um “manual de instruções” que deve ser consultado (a bíblia); 2 porque Ele está ao nosso lado sempre; 3 porque Ele é soberano, não nos esqueceu e ninguém pode frustrar Seus desígnios.

Aplicação: O Senhor nos deixa passar por situações difíceis, mas não podemos nunca dizer que fomos pegos de surpresa. Jesus nos advertiu que teríamos aflições no mundo (1); que o nosso envio é comparável com ovelhas indo para o meio de lobos (2); e ainda nos aconselhou a passar por isso vigiando e orando (3). Tudo para que tenhamos paz (4). Temos então uma tensão nas palavras de Jesus: como pode Ele afirmar que eu terei aflições e ainda ser irônico ao ponto de dizer que fala isso para que eu tenha paz? Simples, não se trata de ironia, mas do cumprimento de uma promessa: “eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (5).” Aqui se desvenda um belo segredo – não estamos sós. O que É o Maior está comigo e com você, por isso não devemos temer! Mas, o que isso tem em comum com o verso acima? Simples, a chave hermenêutica para nós cristãos para entendermos o AT está no NT, principalmente em orientação cristológica. Sendo assim, nós podemos não estar em meio a um combate, figurado com cavalos e um exército maior, ou em situação de conquistar uma terra. Mas estamos em constante luta contra o pecado e podemos tirar três lições daqui:


1 O contexto fala de uma releitura da Lei. O voltar constantemente as Escrituras é essencial a saúde da Igreja. O atualizar seu significado ao contexto atual também. Driscoll afirma que: “o Evangelho deve ser contextualizado de um modo que o torne acessível à cultura ao mesmo tempo em que o mantenha fiel as Escrituras” (6). Eu e você como povo de Deus devemos revisar constantemente as Escritura e ver se estamos praticando e ensinando as ordenanças amorosas do Pai, ou apenas regras, leis e métodos humanos que não geram vida;

2 Mesmo não estando em guerra com algum povo, parece que um exército bem armado, raivoso e de grande número seria um bálsamo, tamanha as lutas e dificuldades que podemos encontrar em nosso dia a dia. Mas o Deus que lhe tirou (ou pode lhe tirar) da escravidão do pecado (simbolizado pela Egito), está junto de nós. Isso não é antropocentrismo, mas cristocentrismo. Ele é o centro, e tudo gira em Sua volta e conforme sua vontade. Mesmo que às vezes não pareça, Ele está ao nosso lado no dia mal, e nosso destino final está em Suas mãos, isso são Boas Novas;

3 Além de nos avisar sobre as dificuldades, Jesus nos anima com a instrução de ter fé nEle e em Sua companhia constante. Você já se sentiu sozinho e com medo? Lembre-se que Jesus passou sozinho pela cruz, sabe desta dificuldade humana, e depois de ressurreto disse que estaria sempre conosco e que sem Ele nada poderíamos fazer (7).

Mesmo no dia mal, glorifique ao Senhor, porque Ele está ao seu lado, e o final da luta e da história é Ele quem decide. Espere e creia nEle!


(1) João 16.33;

(2) Mateus 10.16;

(3) Mateus 26.41;

(4) João 16.33;

(5) Mateus 28.20b;

(6) Mark Driscoll – Reformissão, pg 57;

(7) Mateus 28.20b e João 15.5.


Ave Crux, Unica Spes!

Como Posso me Livrar do Vício do Entretenimento - John Piper

jp008.jpg (8K) - John Piper



P.: Eu creio que amo a Cristo de verdade, mas a maior parte do tempo eu prefiro passar o tempo entretendo-me do que gastá-lo na Palavra de Deus. Como eu quebro essa influência que o entretenimento tem sobre o meu coração?

Essa é uma pergunta muito boa. E eu penso que ela é especialmente pertinente porque nós vivemos, eu creio, mais agora do que nunca, em dias em que coisas que entretêm estão imediatamente acessíveis.

Eu estava pensando esses dias na diferença entre nossas tentações e, digamos, as tentações de 250 anos atrás, nos dias de Jonathan Edwards. Edwards escreveria sobre a tolice de pessoas jovens que se juntam para ter "conversações frívolas" ou outras coisas ainda piores. (Uma delas chamava-se "Empacotar": ir juntos para a cama, permanecendo vestidos. Apenas apimentando a vida um pouco. A vida era enfadonha há 250 anos na Nova Inglaterra.)

Hoje nós levamos em nossos bolsos, rádio, televisão, internet e jogos e qualquer coisa que seja excitante e cheia de diversão! E "diversão" é uma palavra que é usada hoje na igreja de forma desenfreada! É um adjetivo, é um substantivo, é um verbo, porque nós exercemos o ministério buscando ajustar-nos a essa mentalidade.

Estou profundamente preocupado com isso. Eu quero defender a seriedade a respeito de Deus, em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele pareça "divertido", transformando-O em mais uma peça de entretenimento.

Assim, a pergunta é: "Como você se livra dessa dependência?"

1. Reconhecer que ela existe é um enorme passo na direção certa.

2. Busque a Deus seriamente sobre isso. Ore como um louco para que Deus abra seus olhos para ver coisas maravilhosas na Sua lei.

3. Aprofunde-se na Bíblia, até mesmo quando você não tem vontade, suplicando a Deus que abra seus olhos para ver o que realmente está lá.

4. Entre em um grupo onde se conversa sobre coisas sérias.

5. Comece a compartilhar sua fé. Uma das razões porque nós não somos movidos por nossa própria fé como deveríamos é porque nós quase nunca conversamos sobre ela com os não-crentes. Nossa fé começa a ficar como um tipo de coisa de estufa e então começa a gerar um sentimento de irrealidade sobre si mesma. E então as forças do entretenimento começam a ter maior influência sobre nossas vidas.

Portanto essas seriam algumas das coisas, mas no final das contas é um presente da graça poder sentir a glória de Deus.

Uma última sugestão: pense em sua morte. Pense muito em sua morte. Pergunte a si mesmo o que você gostaria de estar fazendo no fim da vida, ou nas horas, ou dias, que antecedem o encontro com Cristo. Eu tenho feito muito isso por esses dias. Eu penso no impacto da morte e o que eu gostaria de estar fazendo e como eu me prepararia para encontrá-lO e prestar contas a Ele.

fonte: Extraído do site Desiring God via O Bom Caminho, Tradução: Juliano Heyse

Ave Crux, Unica Spes!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Parei de Ouvir Música Cristã - por Mark Carpenter via Solomon

parei

Há dois anos escrevi neste espaço que lamento o estado da música cristã. Percebi agora que simplesmente parei de ouvi-la. Acabo de verificar o que tenho armazenado no WMP. Não há nada de “música cristã”, a não ser as gravações de cinco artistas que mal cabem no gênero: John Coltrane, Sufjan Stevens, U2, Leigh Nash e a extinta Sixpence None the Richer. Parei de comprar CD’s do gênero após acumular uma longa lista de decepções.

Cabe aqui uma definição. Por “música cristã”, me refiro à categoria criada pelas gravadoras que produzem música popular para consumo pelo público “gospel”. “Música cristã” não é bem um gênero musical, pois o que existe é um mix retalhado de músicas que emprestam de gêneros legítimos.

Não incluo na minha definição a música usada na igreja para o louvor coletivo. Música de canto congregacional independe de padrões musicais usados na avaliação de desempenho performático e na análise crítica da letra como poesia. O gênero conhecido como “worship music” tem como foco direcionar a atenção para as virtudes e as promessas de Deus, de forma que a qualidade de música em si passa a ser menos importante que seu aspecto pragmático no culto de adoração. Neste gênero específico, os critérios de avaliação resumem-se à:

1. ortodoxia teológica da letra,
2. capacidade de envolver a participação da congregação e
3. qualidade técnica da execução pelo ministro de louvor, pelos instrumentistas e pelo backing vocal.

Ou seja, “worship music” tem muito mais a ver com “worship” (adoração) do que com music. Não minimizo a importância deste gênero, pois a própria Bíblia valoriza o louvor coletivo.

Meu lamento, então, reflete apenas a paupérie artística de muita música produzida para consumo cristão fora da igreja. É como se a indústria cristã tivesse determinado que o que vale é o conteúdo da letra: desde que ela contenha certos chavões, frases ou narrativas evangelísticas — além de um estilo bacana apreciado pelo mercado alvo—, é desnecessária a busca da verdadeira expressão artística. Basta o”suficiente”. Acaba tendo mais em comum com propaganda que com arte.

Para fazer um jingle, não precisa chamar Caetano. Qualquer Emmerson Nogueira serve. Percebo que há muita gente talentosa nas bandas das igrejas, pessoas realmente apaixonadas pela música e dispostas a sacrificarem para melhorar. Mas muitos são vencidos pela baixa expectativa da maioria, pelo padrão acomodativo e pelo ambiente em que o verdadeiramente excelente é visto com desconfiança.

O desafio para aqueles músicos que realmente desejam a arte é aprenderem a fazer benchmarking pessoal comos melhores, e colocarem o seu talento a serviço do reino de Deus, e não apenas a serviço das gravadoras evangélicas. Isto não significa que já não existam cristãos fazendo boa música. Mas, por ironia, usualmente os músicos que levam a sério tanto seu cristianismo quanto a qualidade musical são aqueles que rejeitam o rótulo “música cristã” para assim distanciarem-se da média medíocre. São esses que revitalizam na música o espírito criativo, que reflete a beleza e a verdade de Deus. Parei de ouvir música cristã e comecei a buscar mais a boa música, inclusive aquela composta e executada por cristãos.

Mark Carpenter é diretor-presidente da Editora Mundo Cristão e mestre em letras modernas pela USP.

fonte: Solomon

Ave Crux, Unica Spes!

Dons Espirituais: Sabedoria - por Mark Driscoll

Tendo colocado alguns princípios fundamentais relativos aos dons espirituais, Paulo começa a enumerar alguns dos dons espirituais: "Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento;" (1 Cor. 12:8 NVI)

O Dom Espiritual de Sabedoria Definido

O dom de sabedoria é a capacidade de ter discernimentos sobre pessoas ou situações que não são óbvias para a pessoa mediana, combinada com uma compreensão sobre o que fazer e como fazer. É a possibilidade de não apenas ver, mas também de aplicar os princípios da Palavra de Deus aos assuntos práticos da vida por meio do "espírito de sabedoria" (Ef 1:17).

Pessoas com o Dom de Sabedoria

Essas pessoas muitas vezes têm uma capacidade de sintetizar a verdade bíblica e aplicá-la às vidas das pessoas de tal forma que elas façam boas escolhas e evitem erros insensatos. Essas pessoas funcionam bem hoje em dia como treinadores, conselheiros e consultores.

Sabedoria no Ministério de Jesus

Lucas 2:40-52 diz que Jesus foi "enchendo-se de sabedoria" como menino e "crescia em sabedoria" como um jovem de forma que os doutores dos seus dias "se admiravam da sua inteligência." Multidões que ouviram Jesus ensinar diziam: "Que sabedoria é esta que lhe foi dada?" (Marcos 6:2). Em Mateus 12:42, Jesus disse que era mais sábio que Salomão. E em Lucas 21:15, Ele disse: " eu vos darei boca e sabedoria." Também somos informados de que Jesus é a "sabedoria de Deus" (1 Cor 1:24,30).

A sabedoria também é ilustrada nas vidas de Josué (Deut 34:9), Salomão (1 Reis 3:5-28), e Daniel (Daniel 1:17-20; 2:19-23).

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

  • Quando estuda a Palavra de Deus, você percebe que descobre o significado e suas implicações antes dos outros?
  • Você parece compreender coisas sobre a Palavra de Deus que outros crentes com o mesmo histórico e experiência não parecem saber?
  • Você tem condições de aplicar a verdade bíblica de uma forma prática para ajudar a aconselhar outros a fazer boas escolhas na vida?
  • Você fica frustrado quando as pessoas tomam decisões insensatas que prejudicam a qualidade de vida delas porque você sabe o que elas deveriam ter feito?
  • Percebe que quando as pessoas têm importantes decisões a tomar, vêm até você para oração e aconselhamento bíblico?
  • Considera que quando você aconselha as pessoas, Deus, o Espírito, concede-lhe sabedoria para compartilhar com elas das Escrituras, que elas então aceitam como verdade de Deus para elas através de você?
Veja também:
Mark Driscoll Dons Espirituais - introdução;
Mark Driscoll Porque Dons Espirituais;


Nota do Editor: A publicação desta série não implica em plena concordância do site bomcaminho.com com a opinião do autor. Cremos que o assunto é controverso e não dispomos de abundantes informações nas Escrituras, principalmente a respeito das características peculiares de cada dom citado. A série é publicada aqui para reflexão e avaliação inteligente do leitor. "julgai todas as coisas, retende o que é bom;" (1 Ts 5:21)

fonte: Extraído do site Resurgence via O Bom Caminho, tradução: Juliano Heyse

Ave Crux, Unica Spes!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Série Aniversário 1 ano Ecclesia Reformanda: A Soberania Divina - Por Filipe L C Machado

A vida do ser humano foi sempre marcada por situações, sejam elas quais forem e por quanto tempo durem. Em nossa vida cotidiana nos deparamos com diferentes situações que nos pedem uma resposta. Assim também não era diferente com os discípulos de Jesus. Em Mt 8.18-28 encontramos a história de Jesus acalmando a tempestade e de seus discípulos tendo sua fé posta a prova. O fato que ali ocorreu muitas vezes é lido apenas como um livramento da parte do Senhor Jesus para com seus discípulos. Mas longe de ser apenas um livramento, o texto quer nos ensinar a confiarmos em Deus e em sua soberania.

Podemos nessa história destacar 5 pontos de extrema importância para nossa vida.

1. Mt 8.18 "E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para o outro lado;" É interessante notar que nesta passagem Jesus não pergunta se os discípulos estão ou não dispostos a ir para o outro lado (algumas versões falam de mar ou lago). Também não questiona se o dia está bom para a navegação, ou se o sol está brilhando. Não foi um simples pescador ou navegador que lhes disse para atravessarem, mas foi o seu Senhor, aquele o qual eles seguiam e se dedicavam (comentário feito por Hernandes Dias Lopes, em se programa semanal da RedeTv).
Assim como os discípulos, nós cristãos devemos simplesmente obedecer a Cristo e fazer a sua vontade em nossas vidas. Amados, se Cristo ordena alguma coisa para nós, Ele certamente cumprirá sua promessa! Deus não falha, não erra e não deixa nada pela metade!
Parece-me que muitas vezes temos receio sobre aquilo que Deus nos pedirá ou tememos que Ele nos coloque em situações com as quais não estamos preparados para enfrentar. Nosso dever é obedecer a Cristo e não ficar duvidando e/ou questionando.

2. Mt 8.21-23 "E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai. Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos. E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.” Na época de Jesus, o sepultamento dos pais era algo muito importante e solene. O sepultar dos pais de forma honrosa era também uma obrigação severa do judaísmo. O sepultamento deveria reverenciar os pais e lhes dedicar a importância que era devida (Nota de rodapé da Bíblia de Estudo de Genebra).
Muitas vezes esse texto é usado como pretexto para dizer que temos que abandonar tudo e todos e aí sim seguirmos Jesus. Longe de ser essa a conotação que Jesus quis nos passar, Ele nos ensina que embora nossos afazeres terrenos sejam de fato importantes para nós, eles não devem sobrepujar as ordenanças e princípios do reino.
Jesus tinha ciência do quão importante era para o discípulo sepultar seu pai, mas quis ensinar que embora fosse um ritual importante para ele, a obra que Ele tinha para sua vida era muito maior. Jesus ensinou que o reino de Deus é mais importante que a lealdade a padrões ou pensamentos humanos.

3. Mt 8.24,25 "E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos! Que perecemos." Imaginemos por um instante o completo desespero que é estar em um barco sendo tomado por ondas que o inundam e ventos que vem contra ele. A situação deveria ser crítica e estava à beira de uma catástrofe. Assim como nos é relatado, os discípulos tiveram muito medo de morrer, pois enquanto a tempestade afligia o barco, Jesus dormia.
Esse texto serve de grande alerta para nós: por mais próximos que possamos estar de Cristo, isso não nos dá garantia alguma de que seremos libertos de todas as ciladas e de todos os perigos desta vida. Com isso em mente, podemos combater todo pensamento que afirma que aqueles que estão em Cristo estão livres de todo mal, pois a própria narrativa nos ensina que coisas ruins acontecem até mesmo para aqueles que estão ao lado de Jesus.

4. Mt 8.26,27 "E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?" Os homens que seguiam Jesus estavam abalados e haviam se esquecido da confiança em Cristo Jesus. O horror havia tomado o lugar da fé e da esperança que tinham no messias.
Todos nós sabemos o quanto a fé é importante e quem sem ela ninguém pode relacionar-se com Deus e fazer a Sua vontade. Quando Jesus questiona a fé de seus discípulos, não estava querendo dizer que se eles tivessem muita fé à tempestade não teria vindo ou por si só cessaria. Jesus aqui nos ensina que a fé deve estar somente em quem Ele é, e não naquilo que nossa fé pode por si mesma pode realizar. A fé deve estar enraizada na pessoa de Cristo e em Sua soberania divina. Fé não é crer que podemos mudar a vontade de Deus, mas é confiarmos em sua provisão e em Seu poder.

5. Mt 8.28 "E, tendo chegado ao outro lado..." Finalmente após a grande tormenta, a morte que batera a porta e a fé vacilante, os discípulos e Jesus chegam ao outro lado. Essa história nos relata que quando Jesus ordenou para que atravessassem, Ele já tinha a certeza de que chegariam ao outro lado. Antes de dar a ordem ele não diz as seus discípulos o que aconteceria durante a viajem, apenas lhes diz para entrarem no barco e seguirem para a margem. Não havia possibilidade para morte naquele barco, pois Cristo havia predito que eles iriam passar para a outra margem. Sempre que Cristo ordena alguma coisa ela acontece. Portanto o dever dos discípulos era crer na palavra do mestre e ter a certeza de que chegariam ao destino pré-determinado.
Podemos aprender que Deus sempre cumpre a sua promessa e que seus planos jamais falham. É certo que tempestades virão, que nossas vidas serão assoladas por dificuldades e que passaremos por momentos de angústia e falta de esperança. Mas se Cristo nos confiou as boas novas da salvação e nos ordenou para que o seguíssemos, certamente Sua vontade em nós não falhará.
Que possamos viver uma vida de confiança plena em Deus, na certeza de que Ele é fiel e justo para cumprir em nós o seu chamado. "Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus." Filipenses 1.6

Filipe L C Machado - Formando em Teologia no Setesc. Diácono da Comunidade Gólgota de Blumenau. Casado com Angela. Analista, crítico e amante da vida cristã. Administra dois blogs: 2Timóteo 3.16 e Gólgota Blumenau.

Ave Crux, Unica Spes!


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não temas, filho! Isaías 35.4 - por Alberto M de Oliveira



“Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará.” Is 35.4.



O capítulo anterior de Isaías proferia grande juízo sobre Edom. Inimigo de Israel em várias oportunidades, Edom tem o seu destino comparado ao de Sodoma e Gomorra (1).


Já o verso de hoje, encontra-se no capítulo 35, onde há um contraste, se o anterior falava da destruição de Edom, aqui fala sobre o florescimento do deserto do Sul. Uma promessa futura, dupla a Judá: salvação de seu remanescente que ainda iria ao cativeiro; florescimento do deserto onde Edom ainda se encontra, fechando (no verso 10) com um verso igual a Isaías 51.11 - capítulo inteiro que adverte aos exilados a não terem medo, pois o braço do Senhor os tirará da escravidão, conforme profetizado.


Por que não temer? 1 porque o Senhor nos defende; 2 porque nossos inimigos são na realidade inimigos dEle; 3 porque devemos confiar mais nEle do que no que vemos, ou em nós mesmos.


Aplicação: Diante do sofrimento e da opressão, diante da injustiça e da perseguição; naturalmente o homem tem duas reações: ou reage, e tenta impor a força da “sua própria justiça” e o “seu direito”; ou se acovarda, se torna depressivo e conformado, aguardando o que parece ser a única salvação – a morte. Deus nos manda agir de outro jeito, de uma maneira equilibrada e temente a Ele. Nos manda não temermos. Manda-nos ser fortes.

Mas não sair a luta, pois é Ele que nos defenderá. É Ele quem nos salvará, não nossos esforços, nossos jeitinhos, nosso merecimento, ou ainda aplicação da força em justiça própria. Encontramos no Novo Testamento, Jesus chamando de benditos os humildes, os que choram, os mansos, os que estão sedentos por Justiça (2). Suas promessas são sempre: serão algo, alcançarão, herdarão. Ações onde o homem é passivo já que o Senhor é nosso galardoador. O problema é aprender a ser passivo diante da Soberania salvadora do Senhor.


Devemos com muita oração e sabedoria (peça sabedoria ao Senhor, conforme 1Rs 3.5-12 e Tg 1.5-8) encontrar o equilíbrio entre a fé e ação. O esperar em Deus, por vezes envolve ações práticas. Não que possamos ajudá-lo, pois, sempre que tentamos algo assim, acabamos nos atrapalhando. Mas os “desalentados de coração” devem ser fortes. Se estiver vivendo muita pressão, resista! Se for injustiça, busque os meios legais, onde estes travarem entregue ao Senhor, pois Ele se chama Deus de impossíveis. Se estiver sendo perseguido busque força no Senhor, se necessário seja forte e agüente algumas situações. Se estiver sofrendo reaja. Levante sua voz, não em murmúrio, mas em oração, busque o glorificar o Nome do Senhor na sua vida – não esqueça de que Jesus glorificou o nome do Senhor na vida, nos milagres, no sofrimento e na morte, e na ressurreição! Aqui encontramos o outro lado do equilíbrio, se ora temos de agir, ora temos de ter fé em Deus, aguardar e saber que Suas promessas são irrevogáveis, não importa o quão difícil é o seu problema. Cito Tozer: “Nunca se defenda. Todos nós nascemos com o desejo de defender-nos. E caso insista em defender a si mesmo, Deus permitirá que você o faça. Porém se você entregar sua defesa a Deus, então Ele o defenderá. Ele disse a Moisés certa vez: ‘Mas, se diligentemente lhe ouvires a voz e fizeres tudo o que eu disser, então, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários (3)’ (...) Não tenho de lutar. O Senhor é quem luta por mim. E Ele certamente fará o mesmo por você (4).” A vingança, a retribuição vem dEle, por Ele e para glória dEle. Nossa parte é ser forte, não temer e aceitar a Sua salvação (5) com amor e esperança, aguardando o momento de alegria eterna (6).


Referências:

(1) Isaías 34. 9-17;

(2) Mateus 5.1-16;

(3) Êxodo 23.22;

(4) A W Tozer – Cinco Votos para Obter Poder Espiritual – Ed dos clássicos, p. 22-23;

(5) Isaías 35.4;

(6) Isaías 35.10.

Ave Crux, Unica Spes!

Especial Reforma, Quarta parte: Apontamentos para uma Reforma Teológica/Prática no Brasil (2)- por Alberto Oliveira

Especial Reforma Protestante 492 anos

Quarta parte: Apontamentos para uma

Reforma Teológica/Prática no Brasil (2)


“Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Filipenses 3.17 (ACRF)


Em se tratando de teologia, a renovação proposta pela TMI me agrada. Padilla enumera três pontos para uma renovação contextualizada da teologia que eu resumo (1): Sua base é a Palavra de Deus (esta tem primazia sobre o contexto); o contexto desta teologia deve ser a situação histórica concreta, diferente da teologia feita importada ou da feita em gabinete cheia de rótulos e “achologias”; o propósito desta teologia (como deve ser de toda e qualquer saudável) é a obediência ao senhorio de Jesus, sendo esta funcional, realizando a função e propósito a que fomos comissionados. Há uma tensão natural em todo projeto que se envolva com Ação Social e na TMI isto não é diferente. Mas esta propõe uma saída. Kivitz clama para que esta tensão fique na “poeira da história” e lembra que devemos redescobrir que servir a Deus e ao próximo são sinônimos (2). Para Padilla: “Toda a necessidade humana pode servir como ponto de inserção da mensagem do evangelho na vida das pessoas ou grupos humanos. Consequentemente, não há regras fixas quanto ao que vem primeiro, a evangelização ou o serviço (3).” O testemunho cristão fica mais coerente quando a maneira de se levar salvação não segue as regras rígidas e a ênfase na pregação se une com a obra social e vice e versa (isso não significa o prejuízo de uma ortodoxia). Mandamentos como os de Tiago, sobre o cuidado e amparo de órfãos e viúvas, e com os necessitados de roupas e alimentos tornam-se mais claros (4), analisados nesta perspectiva de amor ao próximo (não só aos cristãos) como a si mesmo (5).


A ação social deve ser prática e o serviço cristão deve ser uma profecia prática de um futuro melhor, como afirma Kivitz, isso é alcançado através de atitudes “promotoras da justiça integral que sinaliza o reino eterno e atrai o coração do homem ao Deus que, em Cristo, redime, liberta e transforma. Nesse sentido, o serviço cristão é profético (6).” Devemos priorizar o alvo da obra redentora de Cristo – o ser humano. Cópias de prédios, mega-templos inspirados nos modelos norte-americanos, canais de TV e passeatas entre outras obras de elevado ônus, não podem consumir recursos tanto humanos quanto financeiros em detrimento a ajuda social. Kivitz faz um importante alerta: “o serviço será a resposta cristã capaz de justificar a existência e permanência da Igreja na sociedade. Chegará o tempo em que a ociosidade dos templos evangélicos será imperdoável. O pecado que as comunidades cristãs cometem hoje, ao mobilizarem seus recursos para servir apenas o seu público interno, será o algoz de amanhã (7).” Padilla pode complementar quando afirma que: “O ministério integral se ajusta à situação local e estimula o aproveitamento de recursos humanos e econômicos locais (8).”


Volto a frisar, como um simpatizante da ortodoxia reformada que a formação de uma teologia nacional, e ou o aproveitamento da Teologia da Missão Integral (TMI), para que uma ou outra possa auxiliar uma Reforma nacional, tornando a práxis brasileira mais bíblica e no centro da vontade de Deus, não significa um abrandamento, ou uma diluição da ortodoxia. Pelo contrário, para uma prática correta (ortopraxia) faz-se necessário uma teoria correta (ortodoxia), ao invés do reducionismo da missão cristã, que mais se assemelha com um catequizar jesuíta, ou no outro extremo uma “porta da esperança gospel”. Tanto Padilla, quanto Kivitz, ou ainda Sanches nos lembram de um mote do Primeiro Congresso Internacional sobre Evangelização Mundial (Lausanne I, 1974) que afimou: a missão da Igreja é levar o Evangelho todo, para o homem todo. Se as ações práticas para que toda a missão em uma visão de Reino gera visibilidade e mostra que o amar ao próximo é mais do que palavras, “a tarefa do evangelista na comunicação do evangelho não é facilitar, a fim de que as pessoas respondam positivamente, mas esclarecer (9)”. Ou seja, a mensagem proclamada deve ser bíblica, corretamente anunciada, mas seu anúncio carece de acompanhamento de ações que avalizem o amor pregado.


O grande problema da TMI consiste em falta de material escrito e constante ataque movido por interesses escusos como os feitos pelo Movimento de Crescimento de Igreja – MCI e pela Teologia “pragmática” da Prosperidade (TP), que priorizam números, e não qualidade, sendo infelizmente o modelo abraçado pela grande maioria das igrejas nacionais, além dos ataques feitos pelos ortodoxos estéreis em seus gabinetes. Além de Orlando Costas - editoras, acordem, não há um livro deste homem em português (10), Samuel Escobar e René Padilha, pouquíssimo se conhece ou se divulga. Devemos festejar e prestigiar o lançamento do livro Teologia da Missão Integral, da Regina Sanches (11), sendo um dos únicos materiais de pesquisa brasileiro publicado.


De igual modo, há um movimento que me chama a atenção e quero ler mais sobre o tema, e observar mais seu desenvolvimento, que é o da Reformissão do qual acabei de adquirir o livro (12), que prega um cristianismo mais relevante, mas sem comprometer a ortodoxia. Há bons trabalhos sobre a mesmo ideia que tenho usado no decorrer do texto: Sempre se Reformando do presbiteriano Shirley C. Guthrie, Incômodo do Marco André, Quebrando paradigmas do Ed René Kivitz, Teologia da Missão Integral de Regina Sanches, Missão Integral e Servindo com os Pobres na América Latina do René Padilla. Mesmo alguns sendo estrangeiros, suas observações servem para instigar o pensamento sobre formas de ser relevante, sem comprometer o conteúdo da mensagem como acaba acontecendo com a Igreja Emergente Liberal e o MCI e a TP.


Creio ser necessária uma teologia que oriente nossa prática abaixo da linha do Equador, que seja pensada aqui. Lehmann, citado por Guthrie, diz que: “o Deus dos cristãos é aquele que se tornou um ser humano, por amor aos seres humanos, para tornar e manter humana toda a vida humana (13).” Nada mais integral que esta ideia.Nada mais lógico que trazer o ensino bíblico, nesta perspectiva ao nosso contexto. Devemos sem limites voltar a nos preocuparmos com o alvo da salvação alcançada através de Cristo – a vida humana e seu viver. Devemos abandonar o “aculturismo” e o antropocentrismo (que está presente desde as músicas em primeira pessoa, até nossa relação egoísta com Deus). Barbosa observa que: “o encontro com o Deus triúno é a conversão radical dos nossos relacionamentos, transformando a natureza corrompida de nossas famílias e igrejas em verdadeiras comunidades onde cada pessoa é nutrida e amada com respeito, valor e identidade próprios de cada um. (14)” Nada mais integral que o respeito ao ser humano completo, e a sua convivência sadia em comunidade. Soa-me mais parecido com a vida em abundância (15), quando o “eu se transforma num glorioso nós (16)” em Cristo, com Cristo e com o próximo e para isso não preciso ser “amigo do mundo”, mas importar com as pessoas que habitam nele da mesma forma que Jesus se importou.


Devemos lembrar o valor e a dignidade da vida humana, pois se esta é importante para Deus ao ponto de enviar Seu Único Filho por amor, deve receber igual importância de nossa parte. Não podemos fazer uma missão e evangelização desencarnada, como denuncia Padilla. Diz ele: “(a evangelização) estava dirigida para a salvação da alma, mas passava ao largo das necessidades do corpo. Ela oferecia reconciliação com Deus por meio de Jesus cristo, mas deixava de lado a reconciliação do ser humano com o seu próximo, que se baseia no mesmo sacrifício de Jesus Cristo. Ela (...) omitia toda e qualquer referência a justiça social enraizada no amor de Deus pelos pobres (17).” Uma ideia interessante no texto de Guthrie, é que podemos reconhecer a presença de Deus, no qual os cristãos crêem, nas pessoas quando estas protegem a dignidade e o valor especialmente da vida humana indiferente de sua cor, raça, sexo, amizade, se digno e merecedor ou não a nossa vista (18). Isso é também evangelizar. Como disse Francisco de Assis:"Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras." , ou ainda como ouvi de Kivitz: "Deus não é um solucionador de problemas. É um solucionador de pessoas. Deus não prometeu fazer nossa vida melhor. Prometeu nos fazer homens e mulheres melhores: semelhantes ao Seu Filho.” E Seu Filho nos deixou o mandamento e exemplo de amar e lutar pelo bem-estar do próximo. Assim nós mostramos que nos tornamos melhores.


Concluo esta série afirmando: Urge uma reforma na Igreja brasileira. Nas palavras de Padilla: “A igreja não é um clube religioso ultramundano que organiza excursões ao mundo para ganhar adeptos mediantes técnicas de persuasão (19).” Antes ela deve ser um agente de reconciliação que leva não só a mensagem das Boas Novas, mas age para minimizar a degradação do mundo (Evangelho completo). Desde o ensino básico (abolindo ostracismos, preconceitos e dualismos entre santo e profano); como a ação, devemos ser bíblicos, desempenhando um ministério diaconal aos moldes de Jesus – o maior (Senhor e) Servo (20). Uma mudança do pragmatismo exacerbado a busca de resultados (que se resumem a números e prédios), passando a um Evangelho de amor. Amando sem interesse em números, e mesmo que sem as pessoas se converterem. “A missão cristã não pode ser descrita apenas em termos de ação e projetos, implica amor e aceitação. A encarnação não deve ser vista apenas como processo de aculturação e integração, mas como carinho de identificação pessoal e amizade. O índio, o pobre, o idoso, o enfermo, são pessoas e não problemas, devem ser recebidos e amados pelo que são, e não pelo que virão a ser(21). É só lembrarmos que Jesus amou o jovem rico, mesmo sabendo que este não O seguiria (22). Uma reformulação, modelando o presente ao conceito bíblico, aprendendo com a tradição, utilizando-se de dois fundamentos (1 ser relevante; 2 não comprometer a mensagem de Jesus) para cumprir integralmente os dois mandamentos: “1 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força (...) 2 Amarás o teu próximo como a ti mesmo”(23).


Referências

(1) René Padilla – Missão Integral, pg 113-114;

(2) Ed René Kivitz – Quebrando Paradigmas, pg 93;

(3) Tetsunao Yamamori, Rene Padilla e Gregorio Rake – Servindo com os Pobres na América Latina, pg 33;

(4) Tiago 1.27 e 2.15-17;

(5) Marcos 12.33;

(6) Ed René Kivitz – Quebrando Paradigmas, pg 92-93;

(7) idem, pg 92;

(8) Tetsunao Yamamori, Rene Padilla e Gregorio Rake – Servindo com os Pobres na América Latina, pg 38;

(9) René Padilla – Missão Integral, pg 50;

(10) de fato, há um livro do dr Carlos Caldas, pela editora Vida que fala sobre a contribuição de Orlando Costas para a Teologia Latino Americana;

(11) http://ecclesiareformanda.blogspot.com/2009/09/lancamento-do-livro-teologia-da-missao.html;

(12) ver http://reformissao.com.br/livro.html;

(13) Paul Lehmann –Ethics in a Christian Context, pg 85, citado por Shirley C. Guthrie - Sempre se Reformando, pg 144-145.

(14) Ricardo Barbosa – Janelas para a Vida, pg 18-19, citado por Marco André –– Incômodo, pg 123;

(15) João 10.10;

(16) Ricardo Barbosa – Janelas para a Vida, pg 18-19, citado por Marco André –– Incômodo, pg 123;

(17) Tetsunao Yamamori, Rene Padilla e Gregorio Rake – Servindo com os Pobres na América Latina, pg 27;

(18) Shirley C. Guthrie - Sempre se Reformando, pg 144;

(19) René Padilla – Missão Integral, pg 37;

(20) Mc 10.21;

(21) Ricardo Barbosa – O Caminho do Coração, pg 74-75, citado por Marco André –– Incômodo, pg 127;

(22) Mc 10.21;

(23) Mc 12.30-31.


Veja:

Primeira parte: Necessidade de aprender e relembrar;

Segunda parte: Ausência de uma Reforma Tupiniquim;

Terceira Parte: Necessidade de Uma Reforma no Brasil;

Quarta Parte: Apontamentos para uma Reforma Teológia/Prática no Brasil



Ave Crux, Unica Spes!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Especial Reforma, Quarta parte: Apontamentos para uma Reforma Teológica/Prática no Brasil (1)- por Alberto Oliveira

Especial Reforma Protestante 492 anos

Quarta parte: Apontamentos para uma

Reforma Teológica/Prática no Brasil (1)


“Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Filipenses 3.17 (ACRF)


Eu defendo a ideia de uma reforma na Igreja nacional, e esta já está tardando. Autores como Paulo Romeiro, Marília Camargo, Augustus Nicodemus, Renato Vargens, Ciro Zibordi, Danilo Fernades, entre outros tem feito um ótimo trabalho apologético, seja em livros seja na internet. Mas seu trabalho poderia ser facilitado com uma reforma na Igreja brasileira. Uma teologia feita aqui, bíblica, levando em conta toda a tradição histórica reformada, mas sem ser puramente “enlatada” e importada seria um bom começo para esta reforma.


Diversos fatores dificultam a realização de uma Reforma verde e amarela. A desunião das igrejas; a preguiça de se pensar; uma ênfase desproporcional na urgência de evangelizar (que acaba gerando filhos de Deus perdidos dentro de clubes sociais denominados igrejas); a falta de conhecimento de teologia bíblica, sistemática e histórica (todas clássicas) gerando uma teologia prática adoecida; aculturação realizada pelos primeiros evangelistas que dificulta o resgate de uma tradição brasileira sadia – já que tudo foi demonizado; multiplicidade de cultura – o que torna difícil uma cultura nacional, em um país continental, sendo necessária uma contextualização in loco, talvez de região em região.


Antes de qualquer coisa, algo precisa ser dito. Para muitos, a teologia reformada está caduca. Jancey diz com conhecimento de causa: “O fundamentalismo, a hipocrisia, a politicagem, criaram um estado letárgico nas Igrejas Reformadas, isso no Brasil, que conheço (...). Os reformados, por favor, não me entendam mal, pois sou também um (1)”. Mas sobre os assanhados com a ideia de reformar ele mesmo alerta: “O neo-reformismo que se acautele (...) que não se crie outro vulto, outra história (...) não discordo da necessidade de mudança, porém meu medo é que a mudança tem acontecido na abordagem teológica e não na conduta cristã. Tempo de mudança? Sim, mas no caráter que a Igreja tem testemunhado (...) a Reforma que há de impactar o mundo é a Reforma dos valores normativos comportamentais (2)”. Para pessoas descontentes com a autoridade bíblica, para os libertinos e relativistas e para os pecadores convictos, que gostariam de uma leitura bíblica a seu bel-prazer, podem se valer da necessidade de uma Reforma nacional para que toda uma agenda anticristã seja levantada. Subjetivar e relativizar não são novidades. E contextualizar não significa dizer que o texto bíblico é ultrapassado e necessita ser re-avaliado em uma sociedade pluralista que caminha em um momento de diversidade. Assim como a tradição cristã (lembrando que doutrinas e confissões de fé são humanas, passíveis de erros e podem ser repensadas). Pelo contrário contextualizar as Escrituras significa aplicar uma verdade eterna agora, com o mesmo significado e relevância que teve em seu surgimento histórico. E isto deve influenciar o caráter e testemunho da Igreja.


As grandes confissões de fé e catecismos têm, segundo Guthrie (3): “uma autoridade temporária, provisória e relativa (...) porque reconhecem a autoridade suprema das Escrituras.” O problema como destaca Nicodemus (4) em seu livro é o de querer “criar tudo de novo em cada geração”. Em seu texto ele ataca os que se valem da expressão: Ecclesia Reformata, Semper Reformanda Est (Igreja Reformada, Sempre se Reformando) para justificar que é preciso sempre mudar e adaptar a interpretação bíblica ao contexto. Mas veremos mais a frente que o contexto deve ser interpretado pela Escritura, tendo esta primazia absoluta por ser Palavra de Deus. Nicodemus (5) divide reformados e reformistas: “Não preciso dizer que acredito que verdadeiros reformados estão sempre abertos para mudar, desde que esta mudança implique abandonar crenças e práticas erradas e adotar outras mais de acordo com a Bíblia. Quem vive se reformando teologicamente, por acreditar na evolução da verdade, não é reformado, mas reformista.Por todo meu texto tenho tentado provar isto, que a verdade bíblica não muda nem evolui, mas sua aplicação tem sido prejudicada por uma leitura fora do contexto nacional, ou seja, devemos reformar nossas práticas e interpretações submissamente ao que o Senhor expressou como desejo missionário em Sua Palavra.


A América Latina foi o berço de dois movimentos teológicos: o da Teologia da Libertação (TdL) e da Teologia da Missão Integral (TMI). Um de cunho mais católico e outro de cunho protestante e ambos denominados por estudiosos por teologia de contexto; o que mesmo que receba críticas dos mais ortodoxos, tem seu valor na tentativa de tornar o anúncio relevante; e não apenas agradável como fazem o Movimento de Crescimento de Igreja (MCI) e a Teologia da Prosperidade.


Devo dizer, mesmo que eu seja apedrejado, que a TdL tem seu mérito, por sua inicial preocupação com o social – mesmo que este seja o mais próximo de teologia que ela se aproxima; e por ter sido pensada e elaborada aqui na América Latina. Mas também tem seu demérito, sendo seu profundo envolvimento Marxista (mesmo que negado por seus adeptos) e sua tentativa de tornar massa em minoria, extinguindo esta, tornando todos iguais (o que é de uma utopia terrena, algo que só veremos no Reino Celestial – algo que marxistas negam). Seu precursor foi Rubem Alves com sua tese Da Esperança - que iria se chamar Da Libertação (6) e seu organizador e difusor foi Gustavo Gutiérrez. Segundo Jansey, a TdL “nasceu da confluência de todas as Teologias que visavam a ação social, política e moral da Teologia em si (...) Por Gutiérrez a TdL é uma crítica a práxis histórica do Cristianismo, desapegada completamente dos ideais ortodoxos, que foram vistos como manipuladores (7)”. Este talvez o seu erro – o abandono a ortodoxia bíblica, dando ênfase ao Marxismo.


Já o modelo que me agrada mais, por seu modelo ser é bíblico, com uma visão de Reino de Deus, é o da TMI. Esta visão de reino é cósmica, nas palavras de Padilha: “o evangelho é uma mensagem cósmica: revela um Deus cujo propósito abarca o mundo inteiro (...) o indivíduo não existe isoladamente e portanto não se pode falar de salvação sem que se faça referência à relação do homem com o mundo do qual ele faz parte” (8). Este tem disposição em dialogar tanto com a TdL, quanto com a Fé Reformada (bebendo profundamente desta). A busca pelas respostas ao contexto local não é mais encontrada em Marx. Mas o elemento que tem primazia e que dá a direção e diretriz à abordagem prática e espiritual é a Palavra de Deus (9). Segundo Padilha, a TMI promove “uma reflexão em torno do Evangelho e (do) seu significado para o ser Humano e a sociedade na América Latina”, como um todo, integralmente, de modo tanto sistemático como prático (10). Sanches aborda que a TMI entende a igreja como comunidade apostólica “portanto, comissionada a missionar”, sendo que esta missão não pode ser reduzida exclusivamente a propagação da fé cristã e fundação de novas igrejas. Ela entende que: “A Igreja não é uma entidade isolada do mundo, mas ela o integra e participa direta ou indiretamente de sua transformação”. Assim sendo ela deve cooperar com esta transformação não só em anúncio, mas em vivência prática, “mas deve fazê-lo teologicamente, visto ser ela a Igreja do Senhor Jesus Cristo e não uma entidade social qualquer (11).”


Continua...


Referências:

(1) Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 242;

(2) idem, pg 246-247;

(3) Shirley C. Guthrie - Sempre se Reformando, pg 57;

(4) Augustus Nicodemus – O que Estão Fazendo com a Igreja, pg 194;

(5) idem;

(6) Regina Sanches - Teologia da Missão Integral, pg 41 e Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 229;

(7) Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 230;

(8) René Padilla – Missão Integral, pg 15;

(9) Regina Sanches - Teologia da Missão Integral, pg 133;

(10) René Padilla – Missão Integral, pg 13;

(11) Regina Sanches - Teologia da Missão Integral, pg 145;


Veja:

Primeira parte: Necessidade de aprender e relembrar;

Segunda parte: Ausência de uma Reforma Tupiniquim;

Terceira Parte: Necessidade de Uma Reforma no Brasil;


Ave Crux, Unica Spes!


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Especial Reforma, Terceira parte: Necessidade de uma Reforma no Brasil - por Alberto Oliveira

Especial Reforma Protestante 492 anos

Quarta parte: Necessidade de uma Reforma no Brasil


“Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.” Jeremias 6.16


Nosso país não conheceu o impacto da Reforma, isso é fato. Aliás, as multidões que adentram semanalmente os vários templos cristãos, em sua maioria, ignoram os princípios da Reforma. Em sua busca pela resolução de seu problema, pelo antropocentrismo, pelo imediatismo do já (deve-se frisar que é o que é oferecido a eles), “comem pão azedo” que já fora rejeitado por Lutero e outros reformadores.


Após o ataque inicial a Igreja feito pelo pós-modernismo, relativismo e individualismo, observamos agora o desenvolvimento deste último. Surge a geração do “cada um na sua, mas com alguma coisa em comum (1)” que nomeou e norteia a fase das tribos. Nascemos para viver em comunidades, mas o ataque das filosofias egocêntricas empurrou o mundo ao isolamento individualista. A partir daí “os diferentes, mas iguais” se juntarem em tribos foi um pulo. Uma boa definição das tribos modernas é feita por André: “A tribo é, por natureza, um ajuntamento de ovelhas desgarradas, o ponto de convergência de solitários desfamiliarizados que buscam sobreviver à queda do ninho (2)”. Concluo dizendo que, infelizmente, muitas igrejas são ajuntamentos de pessoas feridas e machucadas, egocêntricas, buscando um alívio e um produto comum (as bênçãos) estando dispostas a negociarem com Deus para obtê-las e sentirem-se bem.


Shaw diz que: “Este pensamento de ‘sentir-se bem’ gera um consenso muito pequeno. O que produz milhares de ideologias do tipo ‘eu primeiro’, isoladas de qualquer verdade comum significativa ou de valores compartilhados” (3). Devo salientar que o princípio bíblico da comunhão da Igreja e sua atuação prática estão na UTI. O individualismo evoluiu para um tribalismo radical nos anos 90 segundo Shaw (4). Seu foco atual (maioria das igrejas) é semelhante a uma associação de pessoas “credoras” de Deus, que se juntam nos finais de semana e nas “correntes” para reivindicar “seus direitos”, alcançados com oração, fé, confissão positiva, profecia, jejuns, e ofertas. Complemento citando Shaw: “Facções, consumismo espiritual e a ênfase no pensamento do ‘sentir-se bem consigo mesmo’ são as subculturas produzidas dentro da Igreja que parecem refletir os valores do pós-modernismo, mais do que do Evangelho (5)”.


Em seu livro, André (6) enumera 10 características da ação do pós-modernismo dentro da igreja: “1 (o indivíduo) participa de uma igreja, mas é infiel ao grupo; 2 não possui ela nenhum com seus antepassados de fé; 3 age movido apenas por sentimentos; 4 não se preocupa em buscar coerência entre as coisas que crê; 5 é desconstrutivista bíblico; 6 faz de tudo para ter divertimento; 7 adora novidade; 8 procura apenas o que serve para lhe satisfazer os desejos; 9 acredita que possui em si mesmo um poder divino capaz de obrigar tudo e todos a cumprir suas ordens; 10 seu maior objetivo é prosperar em tudo.” Talvez você enxergue algumas destas características em sua comunidade ou em sua vida. Talvez o negar a nós mesmos, tomar a nossa cruz todos os dias e seguir os passos de Jesus (7) deva ser restaurado.


Com o modelo sociológico e filosófico definido pelo pós-modernismo (8) devemos buscar formas de quebrar a barreira do individualismo, do relativismo, e do pluralismo e da falsa comunhão tribalista que apregoa uma diversidade em agenda não bíblica. Certa feita, Bonhoeffer ouviu algumas críticas contra a Igreja e disse: “Nesse caso, precisarei reformá-la (9)”. Mas isso regado a amor, nas Palavras de Guthrie: “Como podem esperar (os da igreja) que aqueles que estão do lado de fora fiquem impressionados com suas palavras sobre o amor cristão, se eles não querem e são incapazes de demonstrá-lo até mesmo em sua própria comunidade” (10). Ao que complementa André: “Livres para amar, ficamos independentes do sistema satânico que vigora. Independentes deste sistema, testemunhamos com poder da graça divina através de atos e palavras. No testemunho, glorificamos a Deus por Ele ser quem é e isso torna público o Seu caráter amoroso, o evangelho se projeta com arrojo das cinzas e escombros do mundo e estabelece uma realidade superior: o reino do céu” (11).


Façamos nossa as palavras de Bonhoeffer, vamos reformar a Igreja. Voltar a Bíblia, como regra de fé – e que isto não seja apenas um chavão reformado. Com muito amor devemos fazer uma leitura sadia da bíblia, das confissões históricas e sem perder o foco do conteúdo, buscar contextualizar e tornar nossa mensagem cristã relevante e prática dentro da necessidade do povo (e não de seu puro desejo). Ou seja, ovelhas que precisam de pastor (12), cegos que precisam de guias (13), presos que precisam de visita, nus que precisam de vestes (FÍSICAS), famintos que precisam de pão (FÍSICO), enfermos que precisam de visitas (14), entre outros. Em todas estas atitudes há salvação. Cristo nosso salvador participa em nós destas ações e cabe ao Espírito Santo dar fé e convencer os pecadores que há algo melhor. A nós cabe demonstrar este melhor.


Continua...


(1) Slogan do cigarro Free, final dos anos 80;

(2) Marco André – Incômodo, pg 123;

(3) Mark Shaw – Lições de Mestre, pg 227;

(4) Idem, pg 229;

(5) Ibdem;

(6) Marco André – Incômodo, pg 80-82;

(7) Lc 9.23;

(8) Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 84;

(9) Eberhard Bethge – Dietrich Bonhoeffer pg 22, citado por Mark Shaw – Lições de Mestre, pg 231;

(10) Shirley C. Guthrie - Sempre se Reformando, pg173;

(11) Marco André – Incômodo, pg 129;

(12) Mc 6.34;

(13) Mt 15.14;

(14) Mt 25.35-36;


Veja: Primeira parte: Necessidade de aprender e relembrar;

Segunda parte: Ausência de uma Reforma Tupiniquim;


Ave Crux, Unica Spes!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Especial Reforma, Segunda Parte: Ausência de uma Reforma Tupiniquim - por Alberto Oliveira

Especial Reforma Protestante 492 anos

Segunda Parte: Ausência de uma Reforma Tupiniquim


Esta terra, senhor em tal maneira é graciosa que querendo-a aproveitar

dar-se-há nela tudo”. Pero Vaz de Caminha


O descobrimento do Brasil e a Reforma Protestante aconteceram em datas próximas. O país do futebol não havia ainda completado a maioridade quando as teses de Lutero vieram a público. Mas a distância entre um e outro é maior que a distância entre Wittenberg (o “rio Ipiranga” da Reforma) e o Monte Pascoal (levou esse nome porque no oitavo dia da Páscoa cristã, foi à primeira elevação de terra avistada da então batizada terra de Vera Cruz, nosso Brasil). Claro que devo ter bom senso de entender que não há o que reformar em uma terra que começa a ser explorada (em todos os aspectos). Mas, dada a maneira em que foi formada, tanto a cultura como a espiritualidade nacional, a reforma já se fazia necessária em poucos anos.


Os dois (Reforma e descobrimento) têm um fator em comum: a era da navegação e das descobertas, e, como vimos no texto passado, estes foram dois dos fatores determinantes e favorecedores para a Reforma (1). Mas esta demorou a desembarcar no Brasil. Aliás, o próprio romanismo Português e a intenção de cristianizar (muito diferente de evangelizar) demorou a atracar em solo nacional.


Do apelo missionário de Pero Vaz de Caminha em sua carta ao rei de Portugal e a primeira missa, a enfim chegada da primeira missão (ainda que fosse jesuíta) passaram-se quarenta e nove anos. A própria carta de Caminha, que fora arquivada nos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, ficou 300 anos engavetada até “ser descoberta”. Em determinado momento emocionante, Caminha escreve: “O melhor fruto que nela (o Brasil) se pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza (rei de Portugal) em ela deve lançar” (2). Infelizmente:

1. Demorou 49 anos para que este apelo fosse atendido, ainda que sem saber; além de ser um processo de catequização, ou seja, uma cristianização forçada ao invés de evangelização;

2. O apelo de Caminha em si demorou três séculos a ser encontrado e seu apelo descoberto. Será que nossa “memória curta”, e o prazer em ignorar a história têm origem lusitana?


O fato é que os jesuítas, ordenados e comissionados por Inácio de Loyola, foram os primeiros missionários enviados ao Brasil. Sendo que, os protestantes aportaram aqui somente em 1555 (3). Posto isto, devemos fazer algumas considerações para que possamos caminhar em uma mesma linha de raciocínio:


A. O campo missionário brasileiro, além de sua vasta população indígena (que de três uma: ou foram cristianizados, ou foram perseguidos e isolados ou foram dizimados), fora consideravelmente ampliado com o fluxo de escravos para cá trazidos, aumentando assim o número de não-alcançados. Fatores então que somados (várias crenças e religiões tribais + imposição de uma nova fé + religião oficial) resultou, em grosso modo, no sincretismo contemporâneo, onde principalmente o catolicismo romano e o neo-pentecostalismo mesclam: paganismo, catolicismo, cristianismo, espiritismo, empreendedorismo comercial e cultos africanos; gerando um cristianismo sincrético e ou nominal, muito aquém do reformado e mais distante ainda do modelo original apostólico, sendo que, além de tudo, este é pior do que o cristianismo medieval que fora combatido pela Reforma;


B. Se o clero católico romano europeu não era piedoso e fiel como deveria ser, os missionários romanistas que aqui chegavam não diferiam desta “qualidade”. Agrava-se o fato que o plano de colonização português era bem peculiar (envolvendo bandidos, desocupados, vagabundos, e exploradores gananciosos). O conhecimento teológico era impuro e ou incompleto. Só como exemplo, o famoso jesuíta Anchieta, elaborou o primeiro catecismo tupiniquim, onde deixou de mencionar a ressurreição de Cristo (4), fazendo valer a advertência de Paulo: “E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” (5), ou seja, pergunto como pregar um cristianismo sem mencionar a ressurreição?


C. A Reforma deu-se na Europa. O que aqui chegou, anos mais tarde foram documentos, conclusões e ensino sobre os eventos externos, inseridos em outro contexto. Muitos dos cristãos reformados e da sua religião e culto vieram com colonizadores da Holanda, Alemanha entre outros países. Essa segunda leva de colonizadores diferia muito dos portugueses, mas, não vieram para evangelizar. Os cultos e igrejas nasciam para que eles pudessem continuar sua fé. Mais tarde, com o aparecimento dos evangelicais, dentro do movimento reformado com os re-avivamentos, nasceu a missão moderna. Mas ainda assim, o ensino reformado trazido a nós fora criado em um contexto Europeu e sua mecânica e aplicação consistiu em reformular a Europa. Aqui, bastava impor e ajustar o Novo Mundo aos seus decretos, confissões de fé e catecismos, pensavam eles.


Existe uma máxima, totalmente aplicável que diz o seguinte: “a teologia nasceu na Alemanha, amadureceu na França, envelheceu na Inglaterra, apodreceu nos Estados Unidos e hoje é consumida (estragada mesmo) na África e América Latina.” Podemos ver até na televisão (com os tele-evangelistas) a consequência disto.


É mister que se elabore uma teologia local. E esta deve não apenas ser ideológica, mas bíblica. Esta deve ser elaborada por pessoas daqui, que trabalham, sofrem, vencem, perdem, conhecem e entendem os anseios locais. O mais próximo que chegamos a isso, na América Latina foi com a Teologia da Libertação (TdL) e a Teologia da Missão Integral (TMI) – trataremos delas mais a frente.


Continua...


referências:

(1) Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 137;

(2) Paulo Roberto Pereira – Os três únicos testemunhos do descobrimento da Brasil, pg 58, citado por Elben M. L. Cézar – História da Evangelização do Brasil, pg 23 ;

(3) Elben M. L. Cézar – História da Evangelização do Brasil, pg 37;

(4) idem, pg 44-46;

(5) 1Co 15.14;


veja aqui a primeira parte: Necessidade de Aprender e Relembrar.

Ave Crux, Unica Spes!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Especial Reforma: Primeira parte: Necessidade de Aprender e Relembrar - por Alberto Oliveira

Especial Reforma Protestante 492 anos

Primeira parte: Necessidade de Aprender e Relembrar


“Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:

O justo viverá por fé.” Romanos 1.17

(verso que despertou Lutero para a justiça de Deus e a justificação pela fé)


No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, em ação que inquietou o mundo de então, trouxe a público as suas famosas 95 teses. Está ação potencializa ou e consagrou o momento como o ápice da Reforma (claro que não posso deixar de fora o momento subseqüente, quando a Reforma ganhou uma teologia com Melancton, Zwinglio e Calvino, mas trataremos disto mais adiante). Antes do ato público de Lutero, diversos movimentos vieram à tona por toda a Europa, dentre os quais se destacam os Valdenses, Wyclif e o Lolardos (seguidores de Wyclif), Huss, Jerônimo de Praga, Savonarola, entre outros.


O caldo estava engrossando ao fogo do momento. Os devaneios da Igreja Romana com suas indulgências obrigatórias, sua simonia, os desmandos papais e a depravação moral do clero; estava sendo denunciada por um coro de muitas vozes, mas nenhuma até então contou com tantos arranjos especiais como a atitude de Lutero. Era o momento filosófico (com o Humanismo e o Renascentismo); o momento científico; o momento das navegações e descobertas marítimas; momento político; ou seja, um momento ímpar.


Cito Jansey: “Enfim, as mudanças política, econômica, social filosófica, artística, literária e afins, pelas quais passava o mundo, propiciaram a Reforma Protestante, em momento Fortunado, pela descentralização do poder. As desavenças com líderes religiosos e pensadores e a insatisfação do povo assolado pela peste e as cobranças exacerbadas das taxas do catolicismo romano, serviram de aio para que o sistema ditatorial católico romano, no modelo carrasco com o qual trilhou seu crescimento, fosse abalado por circunstâncias nunca imaginado ao longo de mil anos. Todo esse mover foi a Reforma em si, pois reforma significa pôr forma outra vez.” (1)


O maior avivamento que a igreja passou (2) ocorreu em uma sinfonia com extenso prelúdio, composto por diversos personagens, cooperado por muitos fatores, sendo que, mesmo desorganizados, fomentaram os eventos, tanto profundos quanto elaborados. O Espírito sopra onde quer, e como quiser. Disto concluímos que Deus agiu naquela época, assim como age hoje, por meios que por vezes nos parecem estranhos. Lutero afirmou certa vez: "Enquanto eu dormia, ou bebia cerveja Wittenberg com meus amigos, a Palavra enfraquecia grandemente o papado de maneira tal como nenhum príncipe ou imperador havia antes infligido tais perdas sobre ele.Eu não fiz nada; a Palavra é que fez tudo”.


Pouco antes do ápice desta sinfonia, Lutero ensaiou com 97 teses, rejeitando o neo-pelagianismo medieval, assumindo uma linha agostiniana (3). As 95 teses foram levadas a público neste mesmo ano. A cobrança de Indulgências passava por perto da cidade onde os fatos se deram, Wittenberg (4). O tema principal das teses, que devido ao trabalho de um tipógrafo que imprimiu e distribuiu uma grande quantidade de cópias, era o da justificação do homem pela fé somente.


Ainda que Lutero tivesse abalado as estruturas romanistas, sua teologia e as próprias teses em si continham falhas. Lutero mesmo nem ao menos desejou um rompimento com Roma, mas queria que esta reconhecesse seus erros e os corrigisse. Suas teses atacavam, em parte, a cobrança das Indulgências. Mas não as condenavam, apenas a sua obrigatoriedade de compra (algo familiar as práticas contemporâneas?), como vemos na tese 47: “Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre, e não constitui obrigação” (5). De igual maneira, doutrinas estranhas como a do purgatório, também não foram condenadas, mas sim o abuso psicológico e a reivindicação absoluta autoridade de Roma, em decidir quem entra, sai ou permanece, tanto no purgatório (doutrina estranha as Escrituras) como no Inferno. Uma frase famosa foi combatida por Lutero na tese 27: “Pregam doutrina humana aqueles que dizem, tão logo a tilintar a moeda lançada na caixa, que a alma sairá voando (do purgatório)” (6) – sendo este um dos lemas dos arrecadadores das Indulgências.


Após Lutero, Melancton, Zwíglio, Calvino, Tyndale, Knox, Menno Simons, entre outros, foram formulando, aprimorando a teologia reformada. Vários problemas foram encontrados. Perseguições, lutas, invejas e disputas dentro e fora. O cenário que proporcionou o evento em si (a descentralização) agora também atrapalha. A bíblia nas mãos e o poder interpretá-la (pois até então só o clero romano podia – em tempo até hoje dizem isso), o que acabou gerando (e gera até hoje) leituras talvez mais equivocadas que a de Roma. Tudo isto, somado as reviravoltas filosóficas, acabaram por seduzir muitos reformadores e pessoas próximas, criando não só acertos como também novas heresias, exageros e desnecessárias divisões. Deve-se ter em mente também que com o início da perseguição romana, da Inquisição, o clima acabou ficando tenso, e se, de um lado havia perseguições, de outro (reformado) qualquer sombra de variação ou retrocesso, era imediatamente castigada em uma espécie de “inquisição interna dos reformadores”.


O historiador reformado Alderi de Matos afirma que: “Num certo sentido, a Reforma fracassou. A igreja romana não se deixou reformar nos moldes protestantes, mas por um lado reagiu vigorosamente contra o novo movimento (Contra-Reforma) e por outro lado realizou a sua própria reforma interna, corrigindo distorções e solidificando sua teologia.” (7).


Calvino, comentando Gálatas 1.10 disse certa vez: "A Igreja terá sempre em seu seio pessoas hipócritas e perversas, as quais preferem suas próprias cobiças à Palavra de Deus." Desta forma podemos concluir que a Reforma não foi tão Romântica como alguns a fazem parecer, nem tão desastrosa quanto outros afirmam. Ela foi de extremo valor. Devemos nossa liberdade e a busca de uma ortodoxia e ortopraxia aos ideais da Reforma que se estabeleceram com os cinco solas: · Sola fide (somente a fé); · Sola scriptura (somente a Escritura); · SolusChristus (somente Cristo); · Sola gratia (somente a graça); e · Soli Deo gloria (glória somente a Deus).


Busque a estudar a história. Aplique-se em conhecer mais deste momento da igreja. É fundamental para o cristão conhecer suas raízes. Desde o período da Patrística, o seu desenrolar nas eras e o alvoroço pré-reforma, a Reforma em si, e até os dias atuais. Isso fará com que você entenda melhor a Igreja contemporânea. Sem falar que poderemos ver que alguns modismos e heresias (vários dos quais sob títulos proféticos ou apostólicos), que por vezes nos parecem novas, são na maioria dos casos repetições ou variações dos equívocos passados, que os hereges atuais insistem em reaplicá-las. Assim, o lema da Reforma: Ecclesia Reformata, Semper Reformanda Est (Igreja Reformada, Sempre se Reformando) pode continuar vivo, com cristãos bem instruídos, que não balançam a cabeça para qualquer vento de doutrina. David Martin Lloyd-Jones afirmou certa feita: "De fato opino que, talvez, a maior de todas as lições da Reforma Protestante seja que o meio de recuperação é sempre ir atrás, DE VOLTA ao modelo primitivo, à origem, às normas e ao padrão que só se encontram no Novo Testamento."


Continua...


referências:

(1) Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 139;

(2) revista Ultimato n 317, pg 28;

(3) O Pensamento Cristão – Tony Lane, pg 192;

(4) idem;

(5) Do Cativeiro Babilônico da Igreja – Apêndice, pg 127;

(6) idem, pg 125;

(7) Fundamentos da Teologia Histórica – Alderi de Souza Matos, pg 141.


Leia: Há um ano atrás: Reforma, Há o que Comemorar?


Ave Crux, Unica Spes!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Por Que Dons Espirituais? - por Mark Driscoll

Irmãos, quanto aos dons espirituais não quero que vocês sejam ignorantes. (1 Cor. 12:1 NVI)

Os Dons Espirituais Servem ao Senhorio de Jesus

Vocês sabem que, quando eram pagãos, de uma forma ou de outra eram fortemente atraídos e levados para os ídolos mudos. Por isso, eu lhes afirmo que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: "Jesus seja amaldiçoado"; e ninguém pode dizer: "Jesus é Senhor", a não ser pelo Espírito Santo. (1 Cor. 12:2-3 NVI)

O aspecto primordial do ministério e dos dons espirituais é revelar o senhorio de Jesus Cristo como Deus sobre todas as pessoas e coisas. Então, se alguém diz ser cristão ou quer exercer um ministério mas não afirma o senhorio de Jesus Cristo, essa pessoa não têm o Espírito Santo. A evidência primária de uma pessoa ter o Espírito santo é o seu amor e submissão a Jesus.

Os Dons espirituais são concedidos pela Trindade

Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Cor. 12:4-6 NVI)

Aqui nós vemos que toda a Trindade está envolvida em conceder dons à igreja para o ministério.

Cada dom espiritual existe para beneficiar a igreja inteira

A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. (1 Cor. 12:7 NVI)

Qualquer que seja o dom de alguém, o propósito do dom é edificar e beneficiar toda a igreja, não só edificar o indivíduo que está utilizando o dom.

Dons espirituais são designados por Deus

Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer. (1Co 12.11 NVI)

Dons espirituais são determinados por escolha de Deus; nós não podemos escolher nosso dom. Portanto, qualquer pessoa que esteja insatisfeita com a forma como Deus a fez, está, na realidade, queixando-se por Deus não ter lhe dado o dom que queria. Isso é semelhante a uma criança mimada que desembrulha um presente somente para ficar reclamando dele.

continua...

ver primeira parte, introdução aqui.

fonte: Extraído do site Resurgence via O Bom Caminho, tradução: Juliano Heyse

Ave Crux, Unica Spes!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Lançamento do Livro Rascunhos da Alma: reflexões sobre espiritualidade cristã do Rodrigo de Aquino

Minha oração é que meus rascunhos
possam lhe ajudar a escreveres a obra-prima de tua vida. Aquino

É com enorme orgulho que eu apresento a primeira obra de um cara que é meu professor de teologia, amigo, e sobretudo irmão em Cristo. Conhecendo o Rodrigo como eu conheço, creio que será uma leitura agradável, e deveras edificante. Sem falar que lhe fará pensar muito. Estou louco para o ler, e compartilho o anúncio de lançamento.

INTRODUÇÃO

Este pequeno livro é o extrato das reflexões que escrevi no blog Ócio Teológico ao longo de um ano.

Lá discorri sobre assuntos que envolvem a fé cristã, refleti sobre o jeito evangélico de ser, compartilhei as minhas dúvidas, ajudei e fui ajudado.

A idéia de colocar parte disso no papel surgiu no afã de abençoar os que não têm acesso a internet e aos que ainda preferem o bom e velho livro, pois gostam de riscar, ler em locais diversos, presentear, etc.

O livro tem esse título porque acredito que minhas idéias, aquilo que sou e sinto, estão em constante mudança, em construção. Como sou inacabado, só posso apresentar rascunhos, nada definitivo!


Rascunhos da Alma são partes de reflexões que desejo compartilhar com você, por isso, o livro não trata de um único assunto, mas de vários que visam um único objetivo:o despertar para uma espiritualidade saudável que responda em amor a ação graciosa de Deus.


Escrevemos sobre oração, amor ao próximo, sinceridade, salvação, missão, arrependimento, etc. Confira,com certeza, aprenderás algo de novo.


Quem mora em Joinville, pode adquirí-lo nas Lojas da Bíblia, CIA Gospel e Átrios (Pirabeiraba).
Quem mora fora, é só clicar aqui!!!

Mais de Rodrigo Aquino:
Abba Pai e a Ignorância!
www.ocioteologico.blogspot.com
www.formulados.com.br

Ave Crux, Unica Spes!



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Como se trata um herege - por Marcio de Souza

To cansado de comentários como: “Não toque no ungido”; “Não julgue” e por aí a fora. Pensando nisso, resolvi escrever um post para instrução na fé de como devemos tratar um herege.

Bem vamos lá o que é um herege? É aquele que ensina o falso caminho. Logo, se ensina algo que provém de mentira, não pode ser colocado no rol dos ungidos, nem precisa ser julgado porque já se condenou. Hoje tem essa frescura de tomar cuidado com o que diz em relação a tal pessoa, no caso dos hereges, essa postura deve ser substituída por “cuidado sobre o que você não fala sobre essa pessoa”.
O ministério profético é composto de denuncia e anuncio e é isso que devemos fazer mesmo, denunciar as estruturas podres e seus criadores e anunciar o Evangelho de Cristo até que Ele venha.


Veja como Policarpo, discípulo dos apóstolos tratava um herege:
“O próprio Policarpo, quando Marcião, um dia, se lhe avizinhou e lhe dizia: "Prazer em conhecê-lo", respondeu: "Eu te conheço como o primogênito de Satã"; tanta era a prudência dos apóstolos e dos seus discípulos, que recusavam comunicar, ainda que só com a palavra, com alguém que deturpasse a verdade, em conformidade com o que Paulo diz: "Foge do homem herege depois da primeira e da segunda correção, sabendo que está pervertido e é condenado pelo seu próprio juízo" (Tt.3.10-11).


Sabe o que é pior, Marcião perto de uns caras desses de hoje em dia era fichinha meu amigo. Seria engolido pelos profetas da prosperidade com imensa facilidade. E tem gente dando cobertura pra esses marmanjos mal intencionados por aí.
Pra finalizar, herege tem que ser tratado como tal, filho do diabo. E não como coitadinho que precisa de atenção.


E no mais... tudo na mais santa paz!
Recomendo para leitura: http://teologia-vida.blogspot.com/2009/09/joao-policarpo-e-os-hereges.html
fonte: pr Márcio de Souza

veja mais no Ecclesia Reformanda:
Eu protesto, tu protestas, Nós Protestantes - Regina Sanches

Basta ou não basta? Julgar ou não julgar? por Renato Vargens

Paganismo Gospel - pr João

Obediência as autoridades - Fernando Abano

Ave Crux, Unica Spes!

Série Aniversário 1 ano Ecclesia Reformanda: Descaracterização da pregação cristã - continuação- por prof Marcelo de Oliveira


Em comemoração ao primeiro ano do blog Ecclesia Semper Reformanda Est, reuni alguns textos, de professores e colegas do seminário, com o tema livre, paraque possamos aprender juntos e mais de algumas mentes cristãs pensantes (expressão que infelizmente soa contraditória na igreja pós-moderna). Este é o segundo (LEIA AQUI O PRIMEIRO) de dois textos que fazem parte da dissertação de Mestrado do pastor e professor Marcelo de Oliveira, apresentado na
FAJE (Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - BH), sob o título de Retribuição e Prosperidade: Gênese, Percurso Histórico e Confronto com a Teologia da Graça. Aproveite:

Descaracterização da pregação cristã

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