Leia, divulgue, sugestione, critique...

"Na igreja de Cristo não há ninguém TÃO POBRE que não possa compartilhar conosco algo de valor." - John Calvino

Qual a sua opinião sobre "pedidos" de ofertas com valores e bençãos determinados por homens (seja R$7,00; R$100,00 ou R$900,00)

Seguidores

O Senado quer Saber

O Senado está querendo saber a opinião dos brasileiros sobre o PLC 122, perguntando se você é a favor ou contra esse projeto. Para votar, CLIQUE AQUI!
Seu voto é importante, pois depois você não pode dizer que não teve como dar sua opinião.
Divulgue!


segunda-feira, 18 de maio de 2009

A incompatibilidade entre a doutrina da volta de Cristo e o evangelho pregado pelo neopentecostalismo. - por Pr Renato Vargens

Parte da minha infância passei na 1ª Igreja Presbiteriana de Niterói. Lembro que não foram poucas as vezes que ouvi da professora de Escola Dominical, ou do Pastor, sobre a eminente volta de Cristo. Também me lembro de naqueles dias ter ouvido um LP (estou ficando velho!) narrando o que aconteceria aos homens se Jesus voltasse. Era comum ver em meus amigos um santo pânico em virtude da mensagem anunciada, até porque, todos achávamos que Cristo voltaria naquele exato momento.

Hoje ao contrário de trinta anos atrás não ouvimos mais a respeito da volta de Jesus. Talvez isso se deva em parte ao tipo de evangelho pregado na maioria das igrejas ditas cristãs, até porque, o cristianismo do século XXI se caracteriza eminentemente por ênfases humanistas e antropocêntricas, onde o que importa é a imediata satisfação das necessidades humanas. Isso se percebe nitidamente em nossas liturgias cujas canções são hedonistas, os sermões utilitários e a escatologia triunfalista. Diante disto, para que falar na volta de Cristo, se temos por missão e obrigação prosperar e conquistar as riquezas do mundo?

Infelizmente os evangélicos que “querem de volta o que é seu”, e que necessitam de “restituição”, não possuem tempo suficiente para pregar tão maravilhosa doutrina. Na verdade, os adeptos da teologia da confissão positiva não conseguem vivenciar de forma integral o Senhorio de Cristo. Eles buscam desesperadamente por experiências e não a verdade. Eles não querem pensar, querem sentir; não querem doutrina, desejam novidades; não querem estudar a Palavra, querem escutar testemunhos eletrizantes; não querem adorar, querem shows; não querem Escolas Bíblicas, querem circo; não querem o evangelho da cruz, desejam o evangelho dos milagres; não querem Deus e sim as bênçãos de Deus.
Caro leitor, isto posto, mais do que nunca precisamos regressar as antigas verdades e doutrinas que santos homens de Deus defenderam com tanto afinco. Oxalá, a Igreja de Cristo encontre o seu rumo e volte a pregar todo o conselho de Deus.

Ora vem Senhor Jesus, Maranata!

fonte Renato Vargens em seu blog

É exatamente por causa dessa volta, deste retorno ao Evangelho é que meu blog tem o nome que tem. Li um artigo do Dr Augustus Nicodemus, criticando algumas pessoas que utilizavam o lema: ecclesia reformata, semper reformanda est, e concordo com ele. Assim como o Pr Renato, Augustus fala sobre pessoas que querem sempre "reformar" - tentando contextualizar modernamente a igreja (eufemismo para tornar o evangelho acessível= consumível). Mas essa "modernidade" não é necessária na igreja. Mesmo porque a modernidade proposta só faz aguar o evangelho, que está cada vez mais escasso e fraco nos púlpitos contemporâneos. Contextualizar bibliacamente é outra coisa bem diferente das "novidades" neopentecostais.

Quando escolhi o título do blog, compactuando com os pastores acima citados, creio que a igreja deva a cada período se auto-analisar; identificar onde começou a se afastar das verdades bíblicas e tradições apostólicas (o que é diferente de regimentos internos quase nazistas); e trabalhar para que pequenas reformas, pequenos ajustes sejam feitos para preservar sua teologia histórica e fidelidade escriturística. Cortar tudo o que, mesmo que aumente o número de membros (eufemismo para inchaço numérico), leva a corrupção da mensagem proclamada por Cristo. Filtrar o que é bom, e o que coopera para o enfraquecimento doutrinário, livrando-se deste último. Buscar alternativas válidas para novos desafios. E expurgar as velhas heresias que teimam em sobreviver, e identificar, aconselhar, disciplinar, corrigir e se não for possível - expulsar os novos hereges e suas "novidades".

Ave Crux, Unica Spes!

0 comentários:

Ela não quer sua pena. Quer sua ajuda.


Pastor pode se candidatar a cargo político?

O que vale em uma pregação?

O que você pensa sobre a função dos tele-evangelistas?

Você crê que é?