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segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Medidor de Bondade - Por Alberto M de Oliveira

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Por esses motivos é que a obra de Cristo, para nossa salvação é tão sublime, e tão absurdamente bem definida por Paulo em 1 Co 1.18: "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus."

Nossos "esforços" para obter e/ou compensar nossa salvação, são, além de uma afronta ao Senhor Jesus - que pagou preço tão alto por nós, uma falta de entendimento desta obra (e não me venha com papo simplista cristão, porque a maioria dos rituais em nossos cultos, ou de nossa práxis cristã, é uma tentativa fútil e inútil de compensar a Deus nossa salvação, tornando - ou tentando tornar - merecido o imerecido).

A palavra diz em Efésios 2.9: "Não vem das obras (a salvação), para que ninguém se glorie". Sendo que, nossa capacidade e "bondade" nunca bastariam para compensar nossa iniquidade, mesmo se suficiente fosse, Paulo já mostra que o propósito do Senhor é nos gloriarmos NELE. De outra maneira haveriam pessoas "mais merecedoras" que outras... (se há quem se glorie por ser espiritual mais que outros, mesmo que, esta espiritualidade seja medida por ?falar em línguas?!)

Mesmo com estas advertências, há quem se glorie por ser salvo - e não em seu Salvador (a saber Cristo Jesus), como se a pessoa salva fosse mais importante ou "santa" (numa perspectiva de merecedora) que uma não salva. Ainda Paulo, no livro de Romanos 11.6: "Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra."

Se você crê em Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador, e sobretudo como o seu único e suficiente Senhor (isto inclui a obediência, pois ninguém é senhor dos que não o obedecem, mas sim dos que se rendem ao seu senhorio) - você é salvo. Seu passado não importa, as coisas velhas para trás ficaram e um recomeço está proposto a você.

Se você acha que não merece - está certo, pois também eu, e os grandes santos da igreja não mereciam. Isso é graça. Isso é misericórdia - (não dar o merecido). Só devemos ter cuidado, como falei acima, para não ter aquela horrível soberba do fariseu, que se gloriava por não ser publicano; ao contrário, ore, pregue e sobretudo viva uma vida cristã, com o objetivo de alcançar os eleitos do Senhor.

Quando estamos com o Senhor Jesus, é através DELE que somos julgados por Deus. Através DELE que somos contemplados pelo Soberano Criador. E todo o favor imerecido, vem, por causa de Cristo - e não pelo seu ou meu tempo de busca. A única obra que Deus realmente nos pede, Jesus deixou claro no evangelho segundo João 6. 28-29: “Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou”. O viver santo, o pregar o evangelho e tudo o que essas duas proposições acarretam, não são condições, mas sim obrigações naturais de quem sabe, e vive como salvo.

Devido à fraqueza doutrinária e teológica dos púlpitos, pessoas têm confundido graça com merecimento, justificação com santificação, regeneração com cura interior, entre outros. Vamos, por favor, voltar à pureza e simplicidade do evangelho, que proclama a Soberania de Deus e Sua Graça em Cristo, e nossa debilidade e o alcance desta Graça na humanidade caída. E não "novas" revelações (eufemismo para heresias), ou novos "métodos" evangelísticos, ou ainda novas "práticas" santificadoras, ou louvor "mais que extravagante", entre "outros evangelhos" que tem sido oferecido ao sofrido povo brasileiro. Subnutrido até em questões bíblicas, com uma dieta mal balanceada.

Ave Crux, Unica Spes!

2 comentários:

Alex Bicci disse...

òtimo!!!!
como é dificil parar hoje em dia os "crentes" para que realmente aprendam que a obrar do Senhor é simplesmente acreditar naquilo que JESUS fez por nós.
que este artigo abra a mente e os corações de muitos irmãos.
A Paz do Senhor!!!

Alberto M. de Oliveira (Betochurch) disse...

Olá Alex. Me perdoe a demora para responder, mas tive meus motivos.
Obrigado pela visita - abraços
Beto

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