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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Basta ou não basta? Julgar ou não julgar? por Renato Vargens


Fiz um mix com dois textos do meu colega, pr Renato. Juro que as vezes gostaria de escrever ou ler sobre flores, mas na atual igreja, isso está difícil. Isso sem falar nos pastores que apostatam da fé, e CRITICAM QUEM OS CRITICAM. Fiz um pequeno acréscimo em vermelho. Boa leitura:


Martyn Lloyd Jones costumava dizer que todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. O Novo Testamento nos ensina que assim fez nosso Senhor e todos os apóstolos, e que eles se opuseram e advertiram as pessoas contra isso. Entretanto, em nome de uma espiritualidade barata isto não tem sido feito nos dias de hoje, até porque, para os religiosos de plantão, o mais importante é evitar constrangimentos.

Como escrevi anteriormente vivemos hoje um sério apagão teológico, onde os mais variados distúrbios doutrinários são observados. Unção do riso; unção do leão; unção apostólica; unção da loucura; Unção de prosperidade; ofertas para comprar bençãos por R$7,00 R$100 e até R$900,00; crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu; arrebatamento ao sétimo céu, arrebatamento ao inferno; festa dos sinais; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; garrafadas; despachos de pet com água; gruta de milagres; maldições hereditárias; encostos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; “paipostolos”, monarcas da fé, coronéis apostólicos, música para o diabo, atos proféticos descabidos e burrificados, dentre tantas outras coisas mais, tornaram-se infelizmente marcas negativas dessa geração.

Talvez ao ler este artigo você esteja dizendo com seus botões: quem somos nós para julgar alguém? A Bíblia nos ensina que não podemos julgar ninguém, não é verdade? Não foi o Senhor que disse que não devemos julgar para que não sejamos julgados? Ora, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão e porco para que não se desperdice a graça de Deus. Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento, que, diga-se de passagem, é o dom mais ignorado, e talvez o mais odiado hoje em dia.

Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem ser despidos deste título! O que falar então dos crentes de Béreia? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se o ensino estava de acordo com a sã doutrina.

Ora, o Senhor Jesus Cristo ao contrário da igreja pós-moderna denunciou os falsos ensinamentos e os falsos mestres. Inúmeras vezes Ele repreendeu os religiosos da época chamando-os de "lobos vorazes, sepulcros caiados e guias cegos".

O Apostolo Paulo disse ao escrever sua carta aos Coríntios: “Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.” I Co 5:9-13. Paulo, foi extremamente firme e duro em dizer que alguns tinham por Deus o seu próprio ventre.

Creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Soli Deo Gloria.
Renato Vargens

Fonte: Não julgueis para que não sejais Julgados. Como é isso?
e Basta! Não dá para tolerar o intolerável!

Ave Crux, Unica Spes!

2 comentários:

outroevangelho disse...

Olá Alberto, fico grato pela sa disposição de ler meus textos, espero que não tenha ficado escandalizado como alguns leitores.
Só tentei expôr algumas verdades sobre o porquê de amarmos à Deus de forma incondicional.
Que Deus nos abençoe!

Edson Moura

Alberto M. de Oliveira (Betochurch) disse...

Nada Edson, gostei bastante.
Escândalo é o que vemos na tv...
Um abração e obrigado pela visita.
DEus o abençoe...
Alberto

Ela não quer sua pena. Quer sua ajuda.


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