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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Especial Reforma, Segunda Parte: Ausência de uma Reforma Tupiniquim - por Alberto Oliveira

Especial Reforma Protestante 492 anos

Segunda Parte: Ausência de uma Reforma Tupiniquim


Esta terra, senhor em tal maneira é graciosa que querendo-a aproveitar

dar-se-há nela tudo”. Pero Vaz de Caminha


O descobrimento do Brasil e a Reforma Protestante aconteceram em datas próximas. O país do futebol não havia ainda completado a maioridade quando as teses de Lutero vieram a público. Mas a distância entre um e outro é maior que a distância entre Wittenberg (o “rio Ipiranga” da Reforma) e o Monte Pascoal (levou esse nome porque no oitavo dia da Páscoa cristã, foi à primeira elevação de terra avistada da então batizada terra de Vera Cruz, nosso Brasil). Claro que devo ter bom senso de entender que não há o que reformar em uma terra que começa a ser explorada (em todos os aspectos). Mas, dada a maneira em que foi formada, tanto a cultura como a espiritualidade nacional, a reforma já se fazia necessária em poucos anos.


Os dois (Reforma e descobrimento) têm um fator em comum: a era da navegação e das descobertas, e, como vimos no texto passado, estes foram dois dos fatores determinantes e favorecedores para a Reforma (1). Mas esta demorou a desembarcar no Brasil. Aliás, o próprio romanismo Português e a intenção de cristianizar (muito diferente de evangelizar) demorou a atracar em solo nacional.


Do apelo missionário de Pero Vaz de Caminha em sua carta ao rei de Portugal e a primeira missa, a enfim chegada da primeira missão (ainda que fosse jesuíta) passaram-se quarenta e nove anos. A própria carta de Caminha, que fora arquivada nos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, ficou 300 anos engavetada até “ser descoberta”. Em determinado momento emocionante, Caminha escreve: “O melhor fruto que nela (o Brasil) se pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza (rei de Portugal) em ela deve lançar” (2). Infelizmente:

1. Demorou 49 anos para que este apelo fosse atendido, ainda que sem saber; além de ser um processo de catequização, ou seja, uma cristianização forçada ao invés de evangelização;

2. O apelo de Caminha em si demorou três séculos a ser encontrado e seu apelo descoberto. Será que nossa “memória curta”, e o prazer em ignorar a história têm origem lusitana?


O fato é que os jesuítas, ordenados e comissionados por Inácio de Loyola, foram os primeiros missionários enviados ao Brasil. Sendo que, os protestantes aportaram aqui somente em 1555 (3). Posto isto, devemos fazer algumas considerações para que possamos caminhar em uma mesma linha de raciocínio:


A. O campo missionário brasileiro, além de sua vasta população indígena (que de três uma: ou foram cristianizados, ou foram perseguidos e isolados ou foram dizimados), fora consideravelmente ampliado com o fluxo de escravos para cá trazidos, aumentando assim o número de não-alcançados. Fatores então que somados (várias crenças e religiões tribais + imposição de uma nova fé + religião oficial) resultou, em grosso modo, no sincretismo contemporâneo, onde principalmente o catolicismo romano e o neo-pentecostalismo mesclam: paganismo, catolicismo, cristianismo, espiritismo, empreendedorismo comercial e cultos africanos; gerando um cristianismo sincrético e ou nominal, muito aquém do reformado e mais distante ainda do modelo original apostólico, sendo que, além de tudo, este é pior do que o cristianismo medieval que fora combatido pela Reforma;


B. Se o clero católico romano europeu não era piedoso e fiel como deveria ser, os missionários romanistas que aqui chegavam não diferiam desta “qualidade”. Agrava-se o fato que o plano de colonização português era bem peculiar (envolvendo bandidos, desocupados, vagabundos, e exploradores gananciosos). O conhecimento teológico era impuro e ou incompleto. Só como exemplo, o famoso jesuíta Anchieta, elaborou o primeiro catecismo tupiniquim, onde deixou de mencionar a ressurreição de Cristo (4), fazendo valer a advertência de Paulo: “E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” (5), ou seja, pergunto como pregar um cristianismo sem mencionar a ressurreição?


C. A Reforma deu-se na Europa. O que aqui chegou, anos mais tarde foram documentos, conclusões e ensino sobre os eventos externos, inseridos em outro contexto. Muitos dos cristãos reformados e da sua religião e culto vieram com colonizadores da Holanda, Alemanha entre outros países. Essa segunda leva de colonizadores diferia muito dos portugueses, mas, não vieram para evangelizar. Os cultos e igrejas nasciam para que eles pudessem continuar sua fé. Mais tarde, com o aparecimento dos evangelicais, dentro do movimento reformado com os re-avivamentos, nasceu a missão moderna. Mas ainda assim, o ensino reformado trazido a nós fora criado em um contexto Europeu e sua mecânica e aplicação consistiu em reformular a Europa. Aqui, bastava impor e ajustar o Novo Mundo aos seus decretos, confissões de fé e catecismos, pensavam eles.


Existe uma máxima, totalmente aplicável que diz o seguinte: “a teologia nasceu na Alemanha, amadureceu na França, envelheceu na Inglaterra, apodreceu nos Estados Unidos e hoje é consumida (estragada mesmo) na África e América Latina.” Podemos ver até na televisão (com os tele-evangelistas) a consequência disto.


É mister que se elabore uma teologia local. E esta deve não apenas ser ideológica, mas bíblica. Esta deve ser elaborada por pessoas daqui, que trabalham, sofrem, vencem, perdem, conhecem e entendem os anseios locais. O mais próximo que chegamos a isso, na América Latina foi com a Teologia da Libertação (TdL) e a Teologia da Missão Integral (TMI) – trataremos delas mais a frente.


Continua...


referências:

(1) Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 137;

(2) Paulo Roberto Pereira – Os três únicos testemunhos do descobrimento da Brasil, pg 58, citado por Elben M. L. Cézar – História da Evangelização do Brasil, pg 23 ;

(3) Elben M. L. Cézar – História da Evangelização do Brasil, pg 37;

(4) idem, pg 44-46;

(5) 1Co 15.14;


veja aqui a primeira parte: Necessidade de Aprender e Relembrar.

Ave Crux, Unica Spes!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Especial Reforma: Primeira parte: Necessidade de Aprender e Relembrar - por Alberto Oliveira

Especial Reforma Protestante 492 anos

Primeira parte: Necessidade de Aprender e Relembrar


“Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:

O justo viverá por fé.” Romanos 1.17

(verso que despertou Lutero para a justiça de Deus e a justificação pela fé)


No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, em ação que inquietou o mundo de então, trouxe a público as suas famosas 95 teses. Está ação potencializa ou e consagrou o momento como o ápice da Reforma (claro que não posso deixar de fora o momento subseqüente, quando a Reforma ganhou uma teologia com Melancton, Zwinglio e Calvino, mas trataremos disto mais adiante). Antes do ato público de Lutero, diversos movimentos vieram à tona por toda a Europa, dentre os quais se destacam os Valdenses, Wyclif e o Lolardos (seguidores de Wyclif), Huss, Jerônimo de Praga, Savonarola, entre outros.


O caldo estava engrossando ao fogo do momento. Os devaneios da Igreja Romana com suas indulgências obrigatórias, sua simonia, os desmandos papais e a depravação moral do clero; estava sendo denunciada por um coro de muitas vozes, mas nenhuma até então contou com tantos arranjos especiais como a atitude de Lutero. Era o momento filosófico (com o Humanismo e o Renascentismo); o momento científico; o momento das navegações e descobertas marítimas; momento político; ou seja, um momento ímpar.


Cito Jansey: “Enfim, as mudanças política, econômica, social filosófica, artística, literária e afins, pelas quais passava o mundo, propiciaram a Reforma Protestante, em momento Fortunado, pela descentralização do poder. As desavenças com líderes religiosos e pensadores e a insatisfação do povo assolado pela peste e as cobranças exacerbadas das taxas do catolicismo romano, serviram de aio para que o sistema ditatorial católico romano, no modelo carrasco com o qual trilhou seu crescimento, fosse abalado por circunstâncias nunca imaginado ao longo de mil anos. Todo esse mover foi a Reforma em si, pois reforma significa pôr forma outra vez.” (1)


O maior avivamento que a igreja passou (2) ocorreu em uma sinfonia com extenso prelúdio, composto por diversos personagens, cooperado por muitos fatores, sendo que, mesmo desorganizados, fomentaram os eventos, tanto profundos quanto elaborados. O Espírito sopra onde quer, e como quiser. Disto concluímos que Deus agiu naquela época, assim como age hoje, por meios que por vezes nos parecem estranhos. Lutero afirmou certa vez: "Enquanto eu dormia, ou bebia cerveja Wittenberg com meus amigos, a Palavra enfraquecia grandemente o papado de maneira tal como nenhum príncipe ou imperador havia antes infligido tais perdas sobre ele.Eu não fiz nada; a Palavra é que fez tudo”.


Pouco antes do ápice desta sinfonia, Lutero ensaiou com 97 teses, rejeitando o neo-pelagianismo medieval, assumindo uma linha agostiniana (3). As 95 teses foram levadas a público neste mesmo ano. A cobrança de Indulgências passava por perto da cidade onde os fatos se deram, Wittenberg (4). O tema principal das teses, que devido ao trabalho de um tipógrafo que imprimiu e distribuiu uma grande quantidade de cópias, era o da justificação do homem pela fé somente.


Ainda que Lutero tivesse abalado as estruturas romanistas, sua teologia e as próprias teses em si continham falhas. Lutero mesmo nem ao menos desejou um rompimento com Roma, mas queria que esta reconhecesse seus erros e os corrigisse. Suas teses atacavam, em parte, a cobrança das Indulgências. Mas não as condenavam, apenas a sua obrigatoriedade de compra (algo familiar as práticas contemporâneas?), como vemos na tese 47: “Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre, e não constitui obrigação” (5). De igual maneira, doutrinas estranhas como a do purgatório, também não foram condenadas, mas sim o abuso psicológico e a reivindicação absoluta autoridade de Roma, em decidir quem entra, sai ou permanece, tanto no purgatório (doutrina estranha as Escrituras) como no Inferno. Uma frase famosa foi combatida por Lutero na tese 27: “Pregam doutrina humana aqueles que dizem, tão logo a tilintar a moeda lançada na caixa, que a alma sairá voando (do purgatório)” (6) – sendo este um dos lemas dos arrecadadores das Indulgências.


Após Lutero, Melancton, Zwíglio, Calvino, Tyndale, Knox, Menno Simons, entre outros, foram formulando, aprimorando a teologia reformada. Vários problemas foram encontrados. Perseguições, lutas, invejas e disputas dentro e fora. O cenário que proporcionou o evento em si (a descentralização) agora também atrapalha. A bíblia nas mãos e o poder interpretá-la (pois até então só o clero romano podia – em tempo até hoje dizem isso), o que acabou gerando (e gera até hoje) leituras talvez mais equivocadas que a de Roma. Tudo isto, somado as reviravoltas filosóficas, acabaram por seduzir muitos reformadores e pessoas próximas, criando não só acertos como também novas heresias, exageros e desnecessárias divisões. Deve-se ter em mente também que com o início da perseguição romana, da Inquisição, o clima acabou ficando tenso, e se, de um lado havia perseguições, de outro (reformado) qualquer sombra de variação ou retrocesso, era imediatamente castigada em uma espécie de “inquisição interna dos reformadores”.


O historiador reformado Alderi de Matos afirma que: “Num certo sentido, a Reforma fracassou. A igreja romana não se deixou reformar nos moldes protestantes, mas por um lado reagiu vigorosamente contra o novo movimento (Contra-Reforma) e por outro lado realizou a sua própria reforma interna, corrigindo distorções e solidificando sua teologia.” (7).


Calvino, comentando Gálatas 1.10 disse certa vez: "A Igreja terá sempre em seu seio pessoas hipócritas e perversas, as quais preferem suas próprias cobiças à Palavra de Deus." Desta forma podemos concluir que a Reforma não foi tão Romântica como alguns a fazem parecer, nem tão desastrosa quanto outros afirmam. Ela foi de extremo valor. Devemos nossa liberdade e a busca de uma ortodoxia e ortopraxia aos ideais da Reforma que se estabeleceram com os cinco solas: · Sola fide (somente a fé); · Sola scriptura (somente a Escritura); · SolusChristus (somente Cristo); · Sola gratia (somente a graça); e · Soli Deo gloria (glória somente a Deus).


Busque a estudar a história. Aplique-se em conhecer mais deste momento da igreja. É fundamental para o cristão conhecer suas raízes. Desde o período da Patrística, o seu desenrolar nas eras e o alvoroço pré-reforma, a Reforma em si, e até os dias atuais. Isso fará com que você entenda melhor a Igreja contemporânea. Sem falar que poderemos ver que alguns modismos e heresias (vários dos quais sob títulos proféticos ou apostólicos), que por vezes nos parecem novas, são na maioria dos casos repetições ou variações dos equívocos passados, que os hereges atuais insistem em reaplicá-las. Assim, o lema da Reforma: Ecclesia Reformata, Semper Reformanda Est (Igreja Reformada, Sempre se Reformando) pode continuar vivo, com cristãos bem instruídos, que não balançam a cabeça para qualquer vento de doutrina. David Martin Lloyd-Jones afirmou certa feita: "De fato opino que, talvez, a maior de todas as lições da Reforma Protestante seja que o meio de recuperação é sempre ir atrás, DE VOLTA ao modelo primitivo, à origem, às normas e ao padrão que só se encontram no Novo Testamento."


Continua...


referências:

(1) Tulio Jansey, Filosofia e Teologia no século XXI, pg 139;

(2) revista Ultimato n 317, pg 28;

(3) O Pensamento Cristão – Tony Lane, pg 192;

(4) idem;

(5) Do Cativeiro Babilônico da Igreja – Apêndice, pg 127;

(6) idem, pg 125;

(7) Fundamentos da Teologia Histórica – Alderi de Souza Matos, pg 141.


Leia: Há um ano atrás: Reforma, Há o que Comemorar?


Ave Crux, Unica Spes!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Por Que Dons Espirituais? - por Mark Driscoll

Irmãos, quanto aos dons espirituais não quero que vocês sejam ignorantes. (1 Cor. 12:1 NVI)

Os Dons Espirituais Servem ao Senhorio de Jesus

Vocês sabem que, quando eram pagãos, de uma forma ou de outra eram fortemente atraídos e levados para os ídolos mudos. Por isso, eu lhes afirmo que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: "Jesus seja amaldiçoado"; e ninguém pode dizer: "Jesus é Senhor", a não ser pelo Espírito Santo. (1 Cor. 12:2-3 NVI)

O aspecto primordial do ministério e dos dons espirituais é revelar o senhorio de Jesus Cristo como Deus sobre todas as pessoas e coisas. Então, se alguém diz ser cristão ou quer exercer um ministério mas não afirma o senhorio de Jesus Cristo, essa pessoa não têm o Espírito Santo. A evidência primária de uma pessoa ter o Espírito santo é o seu amor e submissão a Jesus.

Os Dons espirituais são concedidos pela Trindade

Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Cor. 12:4-6 NVI)

Aqui nós vemos que toda a Trindade está envolvida em conceder dons à igreja para o ministério.

Cada dom espiritual existe para beneficiar a igreja inteira

A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. (1 Cor. 12:7 NVI)

Qualquer que seja o dom de alguém, o propósito do dom é edificar e beneficiar toda a igreja, não só edificar o indivíduo que está utilizando o dom.

Dons espirituais são designados por Deus

Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer. (1Co 12.11 NVI)

Dons espirituais são determinados por escolha de Deus; nós não podemos escolher nosso dom. Portanto, qualquer pessoa que esteja insatisfeita com a forma como Deus a fez, está, na realidade, queixando-se por Deus não ter lhe dado o dom que queria. Isso é semelhante a uma criança mimada que desembrulha um presente somente para ficar reclamando dele.

continua...

ver primeira parte, introdução aqui.

fonte: Extraído do site Resurgence via O Bom Caminho, tradução: Juliano Heyse

Ave Crux, Unica Spes!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Lançamento do Livro Rascunhos da Alma: reflexões sobre espiritualidade cristã do Rodrigo de Aquino

Minha oração é que meus rascunhos
possam lhe ajudar a escreveres a obra-prima de tua vida. Aquino

É com enorme orgulho que eu apresento a primeira obra de um cara que é meu professor de teologia, amigo, e sobretudo irmão em Cristo. Conhecendo o Rodrigo como eu conheço, creio que será uma leitura agradável, e deveras edificante. Sem falar que lhe fará pensar muito. Estou louco para o ler, e compartilho o anúncio de lançamento.

INTRODUÇÃO

Este pequeno livro é o extrato das reflexões que escrevi no blog Ócio Teológico ao longo de um ano.

Lá discorri sobre assuntos que envolvem a fé cristã, refleti sobre o jeito evangélico de ser, compartilhei as minhas dúvidas, ajudei e fui ajudado.

A idéia de colocar parte disso no papel surgiu no afã de abençoar os que não têm acesso a internet e aos que ainda preferem o bom e velho livro, pois gostam de riscar, ler em locais diversos, presentear, etc.

O livro tem esse título porque acredito que minhas idéias, aquilo que sou e sinto, estão em constante mudança, em construção. Como sou inacabado, só posso apresentar rascunhos, nada definitivo!


Rascunhos da Alma são partes de reflexões que desejo compartilhar com você, por isso, o livro não trata de um único assunto, mas de vários que visam um único objetivo:o despertar para uma espiritualidade saudável que responda em amor a ação graciosa de Deus.


Escrevemos sobre oração, amor ao próximo, sinceridade, salvação, missão, arrependimento, etc. Confira,com certeza, aprenderás algo de novo.


Quem mora em Joinville, pode adquirí-lo nas Lojas da Bíblia, CIA Gospel e Átrios (Pirabeiraba).
Quem mora fora, é só clicar aqui!!!

Mais de Rodrigo Aquino:
Abba Pai e a Ignorância!
www.ocioteologico.blogspot.com
www.formulados.com.br

Ave Crux, Unica Spes!



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Como se trata um herege - por Marcio de Souza

To cansado de comentários como: “Não toque no ungido”; “Não julgue” e por aí a fora. Pensando nisso, resolvi escrever um post para instrução na fé de como devemos tratar um herege.

Bem vamos lá o que é um herege? É aquele que ensina o falso caminho. Logo, se ensina algo que provém de mentira, não pode ser colocado no rol dos ungidos, nem precisa ser julgado porque já se condenou. Hoje tem essa frescura de tomar cuidado com o que diz em relação a tal pessoa, no caso dos hereges, essa postura deve ser substituída por “cuidado sobre o que você não fala sobre essa pessoa”.
O ministério profético é composto de denuncia e anuncio e é isso que devemos fazer mesmo, denunciar as estruturas podres e seus criadores e anunciar o Evangelho de Cristo até que Ele venha.


Veja como Policarpo, discípulo dos apóstolos tratava um herege:
“O próprio Policarpo, quando Marcião, um dia, se lhe avizinhou e lhe dizia: "Prazer em conhecê-lo", respondeu: "Eu te conheço como o primogênito de Satã"; tanta era a prudência dos apóstolos e dos seus discípulos, que recusavam comunicar, ainda que só com a palavra, com alguém que deturpasse a verdade, em conformidade com o que Paulo diz: "Foge do homem herege depois da primeira e da segunda correção, sabendo que está pervertido e é condenado pelo seu próprio juízo" (Tt.3.10-11).


Sabe o que é pior, Marcião perto de uns caras desses de hoje em dia era fichinha meu amigo. Seria engolido pelos profetas da prosperidade com imensa facilidade. E tem gente dando cobertura pra esses marmanjos mal intencionados por aí.
Pra finalizar, herege tem que ser tratado como tal, filho do diabo. E não como coitadinho que precisa de atenção.


E no mais... tudo na mais santa paz!
Recomendo para leitura: http://teologia-vida.blogspot.com/2009/09/joao-policarpo-e-os-hereges.html
fonte: pr Márcio de Souza

veja mais no Ecclesia Reformanda:
Eu protesto, tu protestas, Nós Protestantes - Regina Sanches

Basta ou não basta? Julgar ou não julgar? por Renato Vargens

Paganismo Gospel - pr João

Obediência as autoridades - Fernando Abano

Ave Crux, Unica Spes!

Série Aniversário 1 ano Ecclesia Reformanda: Descaracterização da pregação cristã - continuação- por prof Marcelo de Oliveira


Em comemoração ao primeiro ano do blog Ecclesia Semper Reformanda Est, reuni alguns textos, de professores e colegas do seminário, com o tema livre, paraque possamos aprender juntos e mais de algumas mentes cristãs pensantes (expressão que infelizmente soa contraditória na igreja pós-moderna). Este é o segundo (LEIA AQUI O PRIMEIRO) de dois textos que fazem parte da dissertação de Mestrado do pastor e professor Marcelo de Oliveira, apresentado na
FAJE (Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - BH), sob o título de Retribuição e Prosperidade: Gênese, Percurso Histórico e Confronto com a Teologia da Graça. Aproveite:

Descaracterização da pregação cristã


Entre os que se ocupam da pastoral cristã, há convergência na percepção de que se observa certa descaracterização quanto ao perfil do pregador e à mensagem pregada no que tange aos moldes cristãos tradicionais, principalmente em algumas igrejas neopentecostais. Tal desvirtuamento, no entanto, não se dá na modernização ou atualização da comunicação das mensagens, principalmente da comunicação midiática, tão necessária na contemporaneidade. Trata-se, sim, de uma forma de dilapidação no conteúdo teológico e doutrinário do kérygma.


Essa descaracterização dá-se através de práticas ministeriais e litúrgicas neopentecostais, no mínimo controvertidas, bem como ensinos polêmicos. As formas como expressam a fé são questionado, tanto teológica quanto pastoralmente, pelas igrejas evangélicas históricas e outras instituições religiosas cristãs preocupadas com a ortodoxia, e também pela imprensa.


A título de exemplo, em seu livro, A Libertação da Teologia, Edir Macedo procura desmoralizar todas as tentativas feitas pela Igreja Cristã, ao longo da sua existência, de compreender logicamente e sistematizar o ensino cristão como encontrado nas Escrituras[1].


Algumas vezes, percebe-se que é pela falta de uma racionalidade teológica que organize de forma coerente o que se crê, que muitos fiéis, confusos, apegam-se, sem reflexão, a promessas mirabolantes anunciadas através das pregações neopentecostais

.

A descaracterização da pregação cristã que se entende presente no discurso da Teologia da Prosperidade das igrejas neopentecostais será analisado a seguir em três pontos: 1) a negação do kérygma em função do marketing de crescimento; 2) a negação do ensino em função da satisfação das necessidades humanas; e 3) a negação da Teologia da Graça.


A pregação como marketing de crescimento


O crescimento quantitativo tornou-se obsessão entre muitas igrejas locais que, para alcançá-lo, deixaram de proclamar o evangelho na sua simplicidade para divulgar técnicas terapêuticas, estratégias de marketing e atividades de entretenimentos. O espetáculo religioso ganhou destaque em muitos púlpitos, em proporções quase circenses de cor, luz, brilho e muita mágica. Considerando que o que atrai grandes públicos é ouvir mensagens que não entrem em conflito com os valores da cultura vigente, muitos líderes religiosos relativizam, sem culpa, os princípios cristãos, pois compreenderam que insistir nos valores cristãos é oneroso e não dá ibope. Assim, muitos pregadores adaptaram suas mensagens para se transformarem em produtos vendáveis, reduzindo-as a um evangelho de auto-ajuda: auto-estima, saúde e prosperidade. Não há fiéis, há consumidores. A fé cristã verdadeira é aquela que funciona e pode ser utilizada para alcançar certos fins.


O lamento do apóstolo Paulo com respeito àqueles que buscam produzir um evangelho palatável que não provoque suscetibilidades e agrade a gregos e troianos, o qual, certamente, pela perda de sua radicalidade não é o de Cristo, é adequado diante do quadro que se verifica:


Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo (Gl 1:6-10).



A distorção da mensagem evangélica através de discursos desviantes decorre do abandono da verdadeira fé (cf. 1Tm 4.1). Pregadores que promovem a descentralização de Cristo na vida da igreja, com a finalidade de alcançar o crescimento acelerado de suas igrejas num espírito competitivo com outros líderes dão mostras de conhecer gestão estratégica e as modernas técnicas empresariais, não o kérygma. Crescimento numérico não significa, necessariamente, edificação da Igreja.


É patente que boa parte do crescimento de algumas igrejas e movimentos se faz às custas da migração interna e movimentos de fiéis no interior do próprio cristianismo. A euforia de muitos líderes religiosos se deve, na verdade, ao crescimento numérico de suas igrejas e denominações e não à edificação da Igreja ou do amadurecimento na fé. A bem da verdade, os censos religiosos em todo o mundo apontam que não é o cristianismo que tem apresentado crescimento significativo na última década. Entre as grandes religiões, é o islamismo que tem crescido mais[2].


Considerando que a pregação nos moldes evangélicos é a proclamação das boas novas de salvação aos perdidos, em que Cristo é apresentado como Senhor; e que o ingresso no seu reino implica em exigências éticas e de justiça (cf. Mt 7. 22,23), pode-se concluir que a mensagem da Teologia da Prosperidade destoa fortemente da pregação cristã.


[2]Cf. MACEDO, E., A libertação da teologia. Rio de janeiro: Editora Gráfica Universal, 1993, p.42.


[2] Disponível em: <http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=1903> Acesso em: 09 Mar 2006.




fonte: arquivo pessoal, dissertação de Mestrado do pastor e professor Marcelo Rodrigues de Oliveira, apresentado na FAJE (Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia), sob o título de Retribuição e Prosperidade: Gênese, Percurso Histórico e Confronto com a Teologia da Graça. Publicado em: FAJE (para lê-lo inteiro clique no link).

Ave Crux, Unica Spes!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Não temas filho: 1Sm 23.17- por Alberto M de Oliveira

“e (Jônatas) lhe disse: Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe. 1Sm 23.17.


Deus havia prometido o trono de Israel a Davi, pois Saul o rei atual, tinha sido reprovado e rejeitado pelo Senhor. Saul, em um misto de inveja e medo de Davi, procura matá-lo de todas as formas. Davi está no deserto de Zife, situado a sudeste de Hebrom. Passou antes por Adulão (1); depois fugiu para o bosque de Horete (2); desceu a Queila, lutando contra os filisteus que queriam dominá-la (esta cidade era localizada ao Sul de Adulão e não pertencia nem aos filisteus, nem a Judá); chegando a Zife. Lá, Jônatas, filho do rei Saul e amigo de Davi, encontra este último e o anima, pois seu pai queria matá-lo.


Por que não temer? 1 porque independentemente do problema que atravessamos o Senhor está ao nosso lado; 2 porque devemos obedecê-Lo inclusive em meio as crises; 3 porque estamos nas mãos do Senhor e não de nossos inimigos.


Aplicação: No livro de Eclesiastes há um texto interessante: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: (...) tempo de chorar e tempo de rir; (...) tempo de buscar e tempo de perder; (...) tempo de guerra e tempo de paz.” (3). Davi estava vivendo um tempo bastante complicado. Muitos de nós, também. Talvez você esteja tendo de fugir, ou de se calar quando estava com a razão. Talvez esteja pagando um preço por algo que não fez ou tenha feito algo que merecia reconhecimento e não o recebeu. Talvez as lágrimas tenham lhe acompanhado mais que o sorrir, e o raiar do dia até lhe entristece, pois novas lutas se somarão a velhos problemas. Posso especular que Davi estivesse com o semblante triste, dada as palavras de Jônatas. Mas triste ou não, injustiçado ou cansado; Davi mantinha uma relação de obediência e busca ao Senhor (4). Primeira aplicação: louvaremos ao Senhor e buscaremos obedecê-Lo só quando tudo vai bem? Só quando Suas bênçãos estão nos alcançando. Ou O buscaremos, e cofiaremos nEle independentemente dos acontecimentos? Amamos a Ele ou ao que Ele pode nos dar? Estas questões são importantes, pois dependem delas como será nossa “passagem pelo deserto”; como filhos obedientes ou rebeldes murmuradores.


Jônatas fortaleceu o seu amigo Davi. Aqui trago a segunda aplicação, Deus diz a você hoje: Não temas! Não prego um evangelho utilitarista, do tipo: Deus resolverá todos os seus problemas! Também não prego um evangelho fatalista, do tipo: está tudo dando errado, agradeça, pois é a vontade de Deus. Deus é soberano, isso eu creio, e Sua vontade se cumprirá. Está é a verdadeira esperança cristã. É escatológica. Deus intervirá e Seu propósito final será cumprido. Durante este processo, Ele quer resolver um problema apenas: o abismo entre Deus e o homem, causado pelo pecado, e com “Caminho reestabelecido” por Jesus.


Persista na esperança que temos em Jesus. Creia que por mais adverso que pareça a situação, tudo terá um desfecho conforme a boa e agradável vontade do Pai. Ou você acha que Paulo pensava diferente, falando sobre liberdade, paz, glória e soberania de Deus, mesmo estando preso? Nosso choro pode durar uma noite, mas por mais longa que esta pareça chegará o dia do Sol do meio dia brilhar (5). A mão dos nossos inimigos não nos acha, não porque merecemos, mas por misericórdia do Senhor e porque Sua mão nos ampara, mesmo quando não percebemos. Não importa o problema que estamos passando. Vamos ter uma atitude como do profeta Habacuque? Pois mesmo que as coisas pareçam estar dando erradas (ou estejam dando), nós que estamos em Cristo sabemos que somos chamados de mais que vencedores (6). Ainda que eu não veja o socorro agora, eu sei em quem tenho crido. Creia também!


(1) 1Sm 22; (2) 1Sm 23.5; (3) Ec 3.1, 4b, 6a, 8b; (4) 1Sm 23. 2-4, 10-12; (5) Sl 30.5 e 37.6, Ap 21.23 e 22.5 ; (6) Hc 3.17-19 e Rm 8.37.


Ave Crux, Unica Spes!

Neuroses Eclesiásticas 15 - por Karl Kepler

Mais um capítulo... Quem gostou dos excertos publicados, deve procurar o livro do pastor, teólogo e psicólogo Karl Kepler, chamado Neuroses Eclesiásticas e o Evangelho para Crentes. Acompanhe os posts antigos, pelos links abaixo, caso não lembre das últimas neuroses.

Pergunto: qual o problema com essa atitude? Não estamos corretamente querendo seguir o exemplo de Cristo? O problema é que essa atitude não é exatamente verdadeira, não é “de coração”. Sabemos toda a doutrina do amor de Deus, somos até capazes de pregá-la a outros. Conhecemos sobre as riquezas da glória de Deus, mas, tal qual o irmão mais velho do filho pródigo, não conseguimos participar da “festa da graça divina”. Na verdade, nós lá no
íntimo a achamos errada, fácil demais, descabida (aí está nosso sentimento autêntico). Acontece uma espécie de “miopia espiritual”, em que, como escreve Pedro, nos esquecemos da purificação de nossos próprios pecados.

Uma outra face desse afastamento da verdade revela um quadro triste: em São Paulo uma ONG dedicada a ajudar mulheres vítimas de violência doméstica denuncia: 90% de suas clientes são evangélicas, portanto geralmente são também esposas de evangélicos. Isso revela que nossos cultos e práticas não reduzem o distanciamento da realidade (provavelmente até o aumentem).

O enlevo da música e do louvor, as proclamações de vitória e as orações fervorosas, os clamores, as unções do Espírito e as campanhas feitas nos templos não têm conseguido produzir o fruto do Espírito na vida diária dos membros.

O homem que sai do culto se sentindo aliviado ou feliz com a experiência com Deus, mas depois bate na sua esposa em casa ou a força sexualmente, evidentemente não está cheio do Espírito Santo e não tem sido santificado pelos cultos. O afastamento da verdade tem alterado nossa realidade, geralmente para pior, tanto no meio tradicional (pelo mascaramento das emoções) quanto no pentecostal (por não melhorar o comportamento no cotidiano).

Moreno, o pai da técnica do Psicodrama, ensinou uma verdade que descobriu nos relacionamentos entre filhos e pais: quando a educação é muito severa, ela não consegue eliminar os erros. O que ela consegue é fazer com que os erros sejam praticados às escondidas, sem o pai ou mãe saberem. A severidade do pai, além de não “evitar o pecado” da filha, a faz tentar levar uma vida dupla, para evitar o confronto e o castigo.

Portanto o diagnóstico que encontramos é duplo: (1) um medo de errar generalizado, que se revela como “sombra da ira de Deus” e nos paralisa a criatividade, a contestação e até a brincadeira, e (2) um afastamento da verdade, mesmo que involuntário, especialmente em nossos relacionamentos. E a igreja, na imensa maioria dos casos, tem contribuído para aumentar esses dois males em nossos corações.

Qual seria a saída? Permita-me sugerir que, talvez pela primeira vez, você se coloque no outro lado, no lugar de Deus. A pergunta que Deus Pai estaria tentando responder é: “como é que eu faço para convencer meu filho de que eu o amo de verdade, e não só quando ele obedece? Como eu faço para que minha filha não tenha medo de mim? Como fazer para eles acreditarem que está tudo bem entre nós, sempre? Que eles não precisam vir chorando e repetindo sem parar “desculpe, desculpe, desculpe”? Tente responder.

Deus tem todo o interesse do mundo em que esse sentimento de medo seja removido, assim como nenhuma mãe ou pai gostaria que seus filhos o temessem. Acho que é um pouco parecido com quando queremos conquistar a simpatia de um animalzinho arredio. Como fazer para ele não ficar à distância, sem querer se aproximar? Essa deve ser a situação que Deus enfrenta com o nosso medo dEle, por conta de nossas muitas imperfeições.

Nosso “julgar a nós mesmos” está trazendo frutos. Pelo menos agora podemos fazer uma pausa nas más notícias e começar a ouvir as boas (haverá ainda algumas notícias ruins, mas o importante é que as notícias boas já começaram!)...

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Karl Kepler, psicólogo, pastor e teólogo, via pavablog

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Dons Espirituais: Introdução - por Mark Driscoll


A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. (1Coríntios 12:7 NVI)

Durante a Sua vida na terra, Jesus foi capacitado pelo Espírito Santo para exercer Seu ministério. Jesus disse que um dia os cristãos fariam um ministério ainda maior do que ele fez (João 14:12). Isso não significa que os cristãos são maiores que Jesus. Significa que os cristãos que também recebem poder e são capacitados pelo Espírito Santo podem ministrar a muito mais pessoas que do que Jesus porque há bilhões de cristãos hoje espalhados pela Terra. Portanto, agora que estamos iniciando nosso estudo dos dons espirituais é de suprema importância que nós enxerguemos primeiro que nosso ministério pessoal é a continuação do ministério de Jesus. Ou, resumindo, os dons de Deus são distribuídos pelo Espírito de Deus de forma que a igreja de Deus possa ministrar como o Filho de Deus.

Há quatro posições básicas na questão dos dons espirituais:

Cessacionista
Dons sobrenaturais (por exemplo, línguas e profecia) só funcionaram na igreja primitiva e não devem ser praticados hoje.

Carismática
Dons sobrenaturais são concedidos a toda geração e deveriam ser praticados hoje de acordo com os limites bíblicos.

Carismaníaca
Dons sobrenaturais são concedidos a toda geração. Revelações contemporâneas são, na prática, iguais à Bíblia.

Pentecostal
Essencialmente igual à posição carismática, mas só cristãos que falam em línguas têm o Espírito santo.

Irmãos, quanto aos dons espirituais não quero que vocês sejam ignorantes. (1Cor. 12:1 NVI)

Infelizmente, parece que a ignorância quanto aos dons espirituais persiste em nossos dias. É importante esclarecer alguns dos aspectos mais debatidos sobre os dons espirituais.

* Os dons espirituais diferem dos talentos naturais (por exemplo: habilidade musical, criatividade, aptidão atlética, habilidades computacionais) já que aqueles são concedidos no novo nascimento e estes são concedidos no nascimento.

* Como nenhuma lista de dons espirituais no Novo Testamento parece inteiramente completa, a compilação de todas as listas pode ainda não resultar em uma lista completa (1 Coríntios 12:8-10; 28; Romanos 12:6-8; Efésios 4:11 e 1 Pedro 4:11).

* A cada um de nós é concedida uma porção distinta de um dom.

* Devemos estar abertos a servir fora da nossa área de dons.

* Deus também nos dará paixões e oportunidades além dos talentos naturais e dons espirituais.

* Descobrir nosso(s) dom(ns) está relacionado a avaliar nossos desejos, alegrias e eficiência.

* Todo dom deve ser cultivado de forma a nos tornarmos mais eficazes em nossa obra no ministério.

continua...

fonte: Extraído do site Resurgence via o Bom Caminho, tradução: Juliano Heyse

Ave Crux, Unica Spes!

Sincretismo pouco é bobagem: "Comigo ninguém pode – A maior corrente do Brasil”

A criatividade dos ministros contemporâneos no mínimo nos assombra. Talvez a proposta contemporânea para perpetuar os desatinos de Pelágio, a incerteza de Arminus, a loucura de Schleiermacher e a esquizofrenia de Bultmann. Bíblia que é bom... Se alguns batem palmas a ministérios assim, outros repreendem, pois esta planta (comigo ninguém pode) é do "capeta". Eita nóis. Bíblia neles, e reforma no Brasil por favor...

fonte:
campanha com nome de planta tóxica rolando em Osasco.
clique do Anésio Rodrigues publicado em: Pava

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Série Aniversário 1 ano Ecclesia Reformanda: Pregação cristã: kérygma e critério - por prof Marcelo de Oliveira


Em comemoração ao primeiro ano do blog Ecclesia Semper Reformanda Est, reuni alguns textos, de professores e colegas do seminário, com o tema livre, paraque possamos aprender juntos e mais de algumas mentes cristãs pensantes (expressão que infelizmente soa contraditória na igreja pós-moderna). Este é o primeiro de dois textos que fazem parte da dissertação de Mestrado do pastor e professor Marcelo de Oliveira.
Aproveite:



A pregação cristã


A partir da idéia da grande comissão de Jesus aos discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) é que se entende a pregação. Atender a essa demanda é a missão mais sublime que alguém possa almejar: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas” (Is 52.7).


Pregação cristã: kérygma e critério


O conteúdo dessa pregação não é outro senão o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Trata-se do kérygma (a mensagem pregada), proclamação da salvação cristológica. Salvação que os profetas indagaram e inquiriram quanto à ocasião de seu cumprimento, e os anjos almejaram perscrutar (cf. 1Pe 1.10-12). O termo grego kérygma aparece oito vezes no Segundo Testamento, duas delas acerca da pregação de Jonas (cf. Mt 12.41 e Lc 11.23). As outras seis ocorrências envolvem a proclamação do evangelho (cf. Rm 16.25; 1Co 1.21; 2.4; 15.14; 2Tm 4.17 e Tt 1.3) e são enfatizadas a morte e a ressurreição de Cristo, com todas as implicações teológicas.


As Escrituras Sagradas dão testemunho de si mesmas, tanto como veículo quanto como conteúdo, de que Deus falou muitas vezes aos seres humanos e de muitas maneiras. No Primeiro Testamento, falou aos pais, pelos profetas; no Segundo Testamento, pelo Filho, Jesus (cf. Hb 1.1). Todavia, muitas vozes ressoam pelo mundo, tentando imitar a voz de Deus e apresentar um outro evangelho (cf. Gl 8,9). Repete-se o que as primeiras comunidades, às quais os evangelhos se destinavam, já experimentavam: muitos falsos cristos e falsos profetas surgiriam (cf. Mt 24.24).


Falar em nome de Deus parece fascinar a muitos, que, para se passarem por seus mensageiros, chegam a mentir. O Primeiro Testamento era categórico quanto ao cuidado que se deveria ter com os oráculos divinos. Punidos seriam todos quantos falassem em nome de Deus, sem que Deus os houvesse mandado falar. Deveriam morrer (cf. Dt 18.20).


Combater os falsos profetas que se infiltram no meio do povo de Deus não é tarefa fácil. Paulo empenha-se nesse combate e se sente como que no meio de feras (cf. 1Co 15.32). Defende seu apostolado, apresentando-se como alguém que pregava da parte do próprio Deus, com sinceridade. Procurava provar que não era como tantos outros que mercadejavam a palavra de Deus (cf. 2Co 2.17) e afirmava: “Alguns pregam a Cristo por inveja e rivalidade; outros, porém, o fazem com boa intenção” (Fp 1.15).


O privilégio do kérygma se faz acompanhar da responsabilidade para com a ortodoxia. Ser considerado ministro de Cristo e “despenseiro dos mistérios de Deus” eram duas das principais atribuições de um pregador (cf. 1Co 4.1). E o critério para se avaliar a performance dos ministros era a fidelidade com o kérygma (cf. v.2). Entende-se, assim, que a pregação da Palavra deve-se pautar pela sintonia com a vontade de Deus em favor da humanidade, “a quem ele quer bem” (cf. Lc 1.14).


CONTINUA...

Fonte: arquivo pessoal, dissertação de Mestrado do pastor e professor Marcelo Rodrigues de Oliveira, apresentado na FAJE (Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia), sob o título de Retribuição e Prosperidade: Gênese, Percurso Histórico e Confronto com a Teologia da Graça. Publicado em: FAJE (para lê-lo inteiro clique no link).

Ave Crux, Unica Spes!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

IV Forum da Pentecostalidade e Reforma - em Joinville

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Nos dias 26, 27 e 28 de outubro, Joinville terá um belo evento no Ceeduc: o IV Forum de Pentecostalidade e Reforma. Começando sempre as 19h o evento terá a participação do cantor Junior Cardozo e dos pastores Regina e Sidney Sanches (MG) e do pastor Clóvis Bueno (SC). Nos anos anteriores, as palestras foram em torno do Luteranismo, este ano porém, será sobre Calvinismo (pr Clovis) e Missão Integral (família Sanches).

Detalhe que, os professores Regina e Sidney (que dão aula no Setesc Blumenau) vêem de um Congresso com o equatoriano Rene Padilha (grande expoente da Missão Integral).

Maiores informações pelo telefone (47) 3466 0058, ou pelo email secretaria@ceeduc.org.

Você de Joinville e região não pode perder.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Série Aniversário 1 ano Ecclesia Reformanda: A Quem Servimos? - Por Héber Simey

Em comemoração ao primeiro ano do blog Ecclesia Semper Reformanda Est, reuni alguns textos, de professores e colegas do seminário, com o tema livre, paraque possamos aprender juntos e mais de algumas mentes cristãs pensantes (expressão que infelizmente soa contraditória na igreja pós-moderna). Aproveite: